POLÍCIA USA FACEBOOK PARA ENCONTRAR PESSOAS.

Comunidade no Facebook reúne fotografias de pessoas desaparecidas de todo o país
Comunidade no Facebook reúne fotografias de pessoas desaparecidas de todo país.
As redes sociais se transformaram em um novo instrumento utilizado pela polícia para procurar pessoas desaparecidas. Delegados confirmam que a internet é um meio eficiente, porém fazem uma ressalva: a web deve ser usada com moderação para não atrapalhar investigações.
A divulgação de fotos e informações de desaparecidos em comunidades online é uma ação recente, segundo o delegado Haroldo Chaud. “É um movimento sem custo financeiro e que tem um grande alcance porque as pessoas vão compartilhando as fotos e a informação se espalha”, afirma o delegado. Chaud faz parte de dois grupos na rede social Facebook: Pessoas desaparecidas e Desaparecidos do Brasil.
O delegado posta fotos de várias pessoas. A última postagem foi do sumiço de Rafael Chale, que desapareceu em janeiro de 2011, em Ribeirão Preto. “Antes de publicar alguma coisa, faço uma checagem”, explica. 
Segundo Haroldo, antes de divulgar um desaparecido é importante verificar se a família está de acordo. “Quando se trata de crianças ou pessoas com perturbação mental acho que vale a pena postar”, comenta.
O delegado Ricardo Turra lembra dois exemplos recentes em Ribeirão Preto. “No caso de um rapaz que desapareceu no Novo Shopping, valeu a pena ter divulgado. Ele apareceu. Agora, o caso de Amanda [jovem que foi encontrada morta, nesta semana], que foi sequestrada, tratava-se de um crime, é arriscado”, afirma. 
Segundo a Delegacia Seccional de Ribeirão Preto, em 2011, foram registradas 315 pessoas desaparecidas, média de 26 por mês. Foram encontradas 120.
Esperança só na web
“Hoje vivo em prol da minha filha”, diz Sandra Moreno, mãe de Ana Paula Moreno Germano, 25 anos, desaparecida desde 2009. 
Em 2010, Sandra criou um perfil no Facebook para divulgar a foto da filha. No ano passado, uma amiga dela ajudou a criar o grupo Pessoas Desaparecidas.
Sandra nunca teve nenhuma pista de Ana Paula. A mãe registrou um boletim de ocorrência, mas não teve a ajuda que queria da polícia. “Até hoje não tive a permissão para a quebra do sigilo telefônico. São dois anos de luta”, afirma.
Hoje, Sandra acredita no poder da internet. “Pretendo juntar 1,5 milhão de assinaturas para entregar um projeto de lei ao Congresso para que o Estado nos ajude nessa busca”, afirma
FONTE JORNAL DA CIDADE

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