BLINDAGEM UMA NECESSIDADE REAL.

MATERIAL DE APOIO
A cada dia que amanhece mais carros blindados de todos os tipos saem às ruas. Transportam executivos, autoridades, comerciantes e celebridades de todas as tribos. Uma grande dúvida persiste: Essas pessoas estão mesmo protegidas?
Blindar um veículo de passeio não custa barato e requer tecnologia e mão de obra especializada, além de modificações na estrutura do veículo. Cada parte do carro requer atenção cuidadosa: partes opacas, transparentes e pneus. Na lataria, e demais partes opacas, como o interior do veículo, colunas, retrovisores, maçanetas e teto, são usados aço balístico e mantas de fibra de aramida (Kevlar ou Twaron) com acabamento especial vulcanizado moldado e afixado. Nas partes transparentes, usam-se lâminas de vidro (21 mm no Nível IIIA), polímeros e policarbonato que transformam os vidros em material balístico extremamente resistente e preserva o necessário grau de transparência, sem distorção ótica. Esses vidros possuem uma película interna plástica que protegem os ocupantes de possíveis estilhaços. E para fazer o fechamento total do ‘cockpit’ e garantir máxima proteção recebem reforços (overlaps, para recobrimento de qualquer emenda), com aço balístico e sistema antirruído (ex.: 304L de 3,0mm que tem uma alta concentração de níquel) nas colunas de vidro e extremidades das portas. Cintas de aço, fixadas suplementarmente nas partes internas das rodas, que permitem seguir caminho, mesmo com os pneus furados até 10 km. Blindados são usados em campos de batalhas, inicialmente para explorar posições inimigas e levar tropas para o ambiente hostil. E fora deste cenário de Guerra, para que servem? Servem para atender pessoas preocupadas com a sua segurança pessoal e de sua família e principalmente manter do lado de fora, disparos de projéteis de armas de fogo. Esse cuidado especial que pode custar, além do valor do carro, mais R$ 60.000,00 dependendo do modelo, ano e levando-se em conta que esse veículo precisa de um motor com grande potência, para suportar alterações de peso, que faz muita diferença no desgaste das partes mecânicas e pode chegar a 200 kg e manter a dirigibilidade e conforto. É importante desmontar por completo a parte interna e iniciar a instalação da blindagem. A escolha dos materiais e sua espessura dependerão do nível de proteção desejada, que vai do permitido (níveis I, II, IIA e IIIA) ao restrito (níveis III e IV). Está mais do que claro que a qualidade neste setor garante não haver surpresas em seu objetivo: Proteção Balística. Um desafio impar e cada vez maior para a indústria de blindagem brasileira. A cada Nível de blindagem está vinculada uma quantidade de energia associada ao impacto do projétil, que depende do peso da massa, velocidade, tipo e calibre do projétil a que devem resistir. Amostras de materiais balísticos (vidro, aço, manta ou cerâmica) são testadas em conformidade com a NBR 15000 (ANDB/ABNT/EB/ Abrablin). As Blindadoras devem possuir matéria prima homologada e mão de obra gabaritada, além de possuir Certificado de Registro emitido pelo Exército Brasileiro e um anexo que descreve suas aplicações e quantidade máxima autorizada. Caso a sua opção seja comprar um carro já blindado e depois de ter a certeza que a Blindadora possui toda a documentação necessária para comercializar tal produto, exija uma ida a Oficina. É importante que esse local seja aberto a sua visitação e que lá você encontre limpeza, organização e funcionários devidamente trajados, transparência faz parte do negócio. Ao receber o seu veículo, em média 30 dias após o início da tarefa, além de toda a documentação discriminando o serviço executado e documentação legal, deve a loja fornecer um ‘novo’ manual com informações técnicas e instruções de uso e manutenção veicular especializada principalmente para amortecedores, molas e sistemas de freios. É normal e comercialmente recomendada à blindagem de nível IIIA, que acompanha garantia de três a cinco anos e antes de retirar o carro faça um test-drive e verifique a existência de ruídos que pode denunciar peças soltas e mal colocadas, e atenção milimétrica para borrachas de vedação para evitar futuras infiltrações.
Autor: Cassio Holanda É Instrutor de Tiro, Consultor e Gestor de Segurança.

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