POLÍCIA FEDERAL QUER MEDIDAS CONCRETAS PARA REDUZIR "SAIDINHA DE BANCO".




Em reunião em Brasília capital do Brasil. Contraf-CUT e CNTV apresentaram propostas de prevenção contra o crime conhecido como “saidinha de banco”, o coordenador geral de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal, delegado Clyton Estáquio Xavier, abriu uma agenda de diálogo com representantes dos bancários, vigilantes, bancos e empresas de vigilância e transporte de valores.
O delegado propôs construir medidas concretas para reduzir o crime da “saidinha de banco”, que está apavorando trabalhadores e clientes.
Depois de horas de debates, não houve consensos, mas os bancos e as empresas de segurança ficaram de avaliar as propostas de instalação de equipamentos de prevenção nas agências e postos de atendimento, como câmeras internas e externas com monitoramento em tempo real. biombos entre as filas de espera e os caixas eletrônicos e isenção de tarifas de transferências de recursos (TED. DOC), que evitariam saques.
A Contraf – CUT e a CNTV – Confederação Nacional dos Vigilantes, apresentaram os dados da pesquisa nacional de mortes em assaltos envolvendo bancos, realizada pelas entidades, com base em notícias da imprensa. O levantamento mostra que ocorreram 28 assassinatos até o dia 24 de agosto de 2011 em todo país, sendo 19 em “saidinha de banco”.
“Com esses números assustadores, nós não podemos dormir tranquilos.É urgente que medidas concretas e eficazes sejam adotadas pelos bancos e a polícia, a fim de prevenir novas ações criminosas e trazer segurança”, destaca o secretário-geral da CNTV, João Soares.


Propostas dos bancários e vigilantes
Medidas para melhoria na estrutura de segurança dos estabelecimentos, instalação de equipamentos para a privacidade das operações e novos procedimentos para eliminar riscos e trazer segurança.
Uma das propostas é a instalação da porta eletrônica de segurança, em todos os acessos destinados ao público. Outra proposta é o fim dá triagem para fins de depósitos em dinheiro e saques, pois deixa clara a transação que o cliente veio realizar no banco e também a instalação de equipamentos para privacidade das operações entre os caixas e os caixas eletrônicos.
Para os vigilantes procedimentos para eliminar riscos, fica proibido qualquer outro tipo de atividade no interior das agências e postos de atendimento que não seja a de segurança.
Cada vigilante deverá usar colete à prova de bala nível III, portar arma de fogo e arma não letal autorizada, além de ter a disposição um assento apropriado e escudo de proteção. O banco deverá assegurar a manutenção de um vigilante nas salas de autoatendimento durante todo o horário de funcionamento, garantindo aos clientes e trabalhadores condições adequadas de segurança.


Projeto de lei contra calote será apresentado no estado do Paraná
Em Brasília foi sancionada a lei que garante os direitos trabalhistas a terceirizados prestadores de serviços e ao poder público, essa norma se baseou no projeto de lei de autoria do deputado federal Chico Vigilante. O PL foi sancionado no dia 25/08/2011 pelo governador do Distrito Federal Angelo Queiroz.
Chico Vigilante, diretor da CNTV, chegou a chorar ao lembrar o desespero de milhares de vigilantes que sofreram no bolso o calote praticado por empresas que declaram falência ou fogem do mapa levando a última fatura e o vigilante fica sem seus direitos trabalhistas, normalmente pagos na rescisão de contrato. Muitas vezes, lembrou Chico Vigilante na hora da rescisão o trabalhador descobria que a empresa não depositava o FGTS e nem recolhia os encargos sociais. ” Agora, com essa lei, vamos resgatar a dignidade dos trabalhadores terceirizados, dando um basta ao calote por parte das empresas que ganham licitação e depois decretam falência, deixando pais e mães de família no total desamparo, finalizou.”
João Soares, Secretário Geral da Confederação Nacional dos Vigilantes de Curitiba e Região, destacou a data como um marco na história dos trabalhadores terceirizados. “Acabou a exploração do serviço público terceirizado no DF, com a promiscuidade de empresas que abrem e fecham em dois anos, deixando um rastro de tristeza e desespero”, disse.
Depois da vitória em Brasília a favor dos vigilantes, o empenho se dará no Paraná.

“No Paraná estamos elaborando a proposta do projeto de lei igual o aprovado em Brasília. Vamos proteger os vigilantes contra o calote de empresas terceirizadas, o projeto será apresentado na Assembléia Legislativa do Paraná e cobrado para aprovação”, disse João Soares.

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