>GUARDA MUNICIPAL DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA É PRESO POR PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO.

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Um guarda municipal de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana da Curitiba, foi preso na tarde de sexta-feira (6), por um policial militar, porque estava com uma arma de fogo. Foi por volta das 14h (saiu da delegacia por volta das 19h). Guardas não podem andar armados fora do horário de trabalho, porém, um deles, ouvido pelo G1, e que prefere não se identificar, disse que autorização de levar as armas para casa foi dada pelo Comando.
O convênio entre a Guarda e a Polícia Federal não prevê o porte fora do horário de trabalho. Porém, em um contrato verbal, diz o entrevistado, os agentes foram autorizados a ir para casa com as armas. “Se acontece um acidente de trânsito, por exemplo, no caminho entre minha casa e o trabalho, é considerado acidente de trabalho. Então, pela mesma lógica, nós [guardas] quisemos o porte nesse trajeto e o Comando autorizou”. O contrato verbal se consolidou em documento na tarde de sexta, depois da prisão.
G1 teve acesso à redação: “Ficam os Guardas Municipais de São José dos Pinhais autorizados, a partir da presente data, a portar a arma de fogo a si consignada pela instituição, fora de seu turno de serviço, exclusivamente no trajeto de ida e volta da residência ao trabalho;”
Mas, no episódio da prisão, o guarda estava de folga. “A versão dele é que estava passando quando viu um acidente de carro. Mesmo de folga, antes da chegada da guarda, passou a orientar o trânsito. Um homem quis furar a fila que se formou, porque o guarda não estava identificado. Eles discutiram. Quando a polícia militar chegou, encaminhou o guarda para a delegacia, porque o homem alegou ter sido ameaçado. (…) Um sargento da PM deu voz de prisão ao guarda por porte ilegal de arma de fogo.”
Há cerca de um mês, sob pressão, diz, o secretário Marcelo Jugend autorizou que as armas fossem levadas para casa, mesmo com a orientação contrária da Corregedoria. Foi depois de uma “greve branca”, em que os guardas decidiram cumprir rigorosamente o texto da Constituição, deixando de atender ocorrências policiais. Na noite de sexta eles retomaram a manifestação, no que se chama “Operação Constituição”.
“O que aconteceu nesta sexta-feira (6) abriu nova discussão sobre o assunto. Até que ponto a Guarda deve mesmo trabalhar como polícia, se não tem respaldo legal para manter com dignidade a integridade física fora do trabalho?”
O coordenador da Guarda Municipal, Luiz Albini, informou, na manhã deste sábado, que um pronunciamento oficial será dado na próxima segunda-feira (9), porque o Comando decide sobre o assunto.

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