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TÉCNICAS DE DIREÇÃO AGREGAM MAIOR SEGURANÇA AO TRÂNSITO

Posted in TÉCNICAS OPERACIONAIS on 11/04/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

TÉCNICAS OPERACIONAIS

Como o trânsito se tornou um dos locais com maior incidência de crimes, um número cada vez maior de pessoas recorre a cursos de direção com o intuito de se proteger da violência, sobretudo nos grandes centros urbanos onde o trânsito é um caos o qual no leva a ter técnicas de direção e rotas alternativas de fuga, para nós profissionais de segurança é essencial termos essas técnicas. Conheça nessa matéria um artigo de Roberto Costa, instrutor de técnicas de direção e alguns conceitos de direção defensiva, evasiva, ofensiva. Além disso, saiba como agir durante uma fuga e como os veículos podem ser preparados e utilizados para proteger seus ocupantes.
Existem três tipos de direção para o usuário comum. A defensiva, a evasiva e a ofensiva.
Cada uma delas exige do condutor do veículo habilidades específicas. Vamos entender um pouco a respeito de cada uma delas. Vale lembrar que para os desportistas existem outros tipos de direção, como velocidade, regularidade, off – road, entre outras modalidades.
Direção Defensiva
A direção defensiva é aquela que aprendemos no CFC- Centro de Formação de Condutores (Auto – Escola) e que o governo regulamenta pela sua legislação de trânsito.
Consiste em dirigir atentamente, observando todas as normas previstas no código de trânsito de modo objetivo como placas de sinalização ou de modo subjetivo, manifestando pelo bom senso, educação, etc…
Segundo o piloto de provas César Augusto Urnhani, da Pirelli, o carro possui um pacote tecnológico incrível em que a maioria dos motoristas desconhece.
Um grande exemplo é o freio ABS. Muitos acreditam que sua utilidade é apenas para frear melhor. Isso não é verdade. O freio ABS serve para proporcionar dirigibilidade durante uma frenagem. Ou seja, se o seu carro não possui esse sistema, saiba que durante uma frenagem, mesmo que você tente virar o volante para esquerda ou para direita, o veículo vai em frente, justamente por suas rodas e pneus estarem “travados”. Já o sistema ABS não permite o travamento das rodas e lhe proporcionará desviar do obstáculo à sua frente.
Ainda de acordo com Urnhani, conhecer o equipamento é a principal tarefa do condutor responsável. “Direção defensiva é dirigir bem para si e para os outros”, afirma Ingo Hoffman, piloto de provas e campeão de diversas competições automobilísticas no Brasil. Esta é a máxima do motorista defensivo. Significa dirigir de maneira planejada, tentando antecipar sempre o que possa ocorrer à nossa frente.
Vejamos algumas situações adversas:
-Luz- intensidade de iluminação natural ou de veículos à frente;
-Tempo – chuva, neblina, frio, calor;
-Pista – irregularidades da pista, curvas, aderência, acostamento, lombadas, animais, árvores;
-Trânsito – outros condutores, períodos de pico, interação de todos, pedestres, pontos de ônibus;
-Veículo – freios, pneus, água, acesso ao volante e pedais, espelhos retrovisores, cintos de segurança, nível de combustível, lâmpadas, limpadores de pára-brisas, buzina, amortecedores, e suspensão são itens que merecem revisão constante.
-Motorista – fadiga, embriaguez, sonolência, dificuldades visuais e auditivas, mal estares físicos generalizados, ingestão de bebidas alcoólicas, sobrecarga do veículo, movimentos dentro do veículo (atender ao celular, apanhar objetos, escreve, ler, comer), ingestão de medicamentos, distância do veículo à frente.
Direção Evasiva
A direção evasiva, por sua vez, consiste na realização de manobras para situações de emergência, tais como acidente de trânsito, surpresas na pista, emboscadas para seqüestros, roubos, entre tantas outras.
Além das manobras de direção defensiva, ou seja, prever o que poderá acontecer à nossa frente, ultimamente, temos sentido a necessidade de saber reagir a uma situação de emergência. Daí a importância dos conhecimentos de frenagens em situações de emergência (com ou sem freio ABS), giros de 180º de frente e de ré (conhecidos como cavalo de pau), slalons (ziguezague), controle do veículo em derrapagens de frente e de traseira.
César Augusto Urnhani, da Pirelli, ensina que a primeira providência a ser tomada é ocupar adequadamente o assento do veículo. Você sabia que os pilotos de competição utilizam cintos de seis pontos? Nós usuários comuns, utilizamos de três pontos (um na coluna B do veículo, outro no centro e o último na lateral esquerda do nosso corpo).
O objetivo é fazer com que o corpo esteja o mais preso possível, de maneira que fiquem livres apenas os braços e pernas. Além disso, o encosto de cabeça deve estar alinhado aos olhos e a distância dos braços e das pernas deve ser suficiente para que ao pisar na embreagem, ainda haja um ângulo no joelho, assim com ao esterçar o volante, sobre um ângulo no cotovelo.
Outra importante dica do piloto: qual a posição correta de segurar o volante? Imagine que ele é um relógio. A posição correta é 14h45min, ou seja, 15 para as 3. Com essa posição é possível o controle do veículo.
Supondo que você tenha habilidades em manobras evasivas, é sempre primordial conhecer o itinerário e a pista. É preciso ter em mente que tudo está contra o motorista. Óleo na pista, pedras, buracos, saliências que podem transformar-se em alavancas, são armadilhas bastante perigosas em manobras evasivas. Por isso, é importante e recomendável observar a pista antes de tentar qualquer manobra. As manobras mais simples, como por exemplo, a frenagem e virar uma rua qualquer à direita ou esquerda, geralmente são muito mais eficientes que um excelente giro de 180º.
Outra dica muito importante durante uma fuga diz respeito à concentração. É importante que o motorista concentre-se na fuga e não no seu veículo ou no “bandido”. Assim, mantenha o foco de sua atenção nas possibilidades de fuga. O objetivo não é confronto, portanto, visão de fuga deverá ser priorizada em sua mente.
A partir disso, treinar é o caminho. Infelizmente não é possível adquirir habilidades apenas lendo este ou qualquer artigo. Portanto escolha um bom curso de direção evasiva e treine muito.
Direção Ofensiva
Entre os métodos de direção disponíveis ao usuário comum, há ainda a direção ofensiva, que consiste em utilizar o veículo como um instrumento de ataque, como se você tivesse uma arma em suas mãos.
Ou seja, você “bate” em pontos específicos no veículo inimigo e produz um movimento que lhe favoreça.
Para isso é imprescindível contar com conhecimentos de física, sobretudo, sobretudo dinâmica de movimentos e forças, além de uma boa dose de mecânica. Ou você pensou que bastaria “tocar” no outro veículo que tudo estaria resolvido, como acontece nos filmes de televisão? Não é assim. Saiba que isso pode lhe custar um belo acidente e imobilizar o seu veículo.
Atualmente, no Brasil quase não há curso que treine tais habilidades. O custo de programas de ensino que treine essas habilidades ainda é muito caro.
No entanto, os profissionais de segurança privada e pública devem dominar completamente a direção defensiva e evasiva. Para aqueles que dirigem viaturas policiais ou veículos de empresas de segurança também é fundamental conhecer tais técnicas.
Enfim, dominar o equipamento que está à sua disposição de forma que ele seja um instrumento para você e não um pesadelo.
Em resumo, treinar, treinar e operar eis o mandamento, um dos filmes que mostra grandes técnicas de direção defensiva, evasiva e ofensiva é o Carga Explosiva 1,2 e 3 que vale apena conferir.
NÃO SE ESQUEÇA USE O CINTO E SE BEBER NÃO DIRIGA.
Autor: Roberto Zapotoczny Costa – é instrutor do curso BMW Driver Training Protection. Ex-policial militar com atuação no Serviço de Inteligência e na Proteção Executiva do Governo do Estado de São Paulo / Brasil.
Matéria: Jornal da Segurança
Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

TÉCNICAS DE EMPREGO DE LANTERNAS

Posted in TÉCNICAS OPERACIONAIS on 07/08/2009 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

Após termos selecionado a tipo mais apropriado, iremos verificar qual a melhor forma de segurarmos lanterna e arma ao mesmo tempo. Levaremos em conta o conceito tático do “terceiro olho”, em situação de confronto ou confronto iminente. Nessa técnica, o cano da arma acompanha a direção em que estamos olhando. Não adianta estarmos olhando para o lado direito e a arma estar apontada para frente. Se surgir um bandido armado do lado direito até pode reagir virando a arma acompanha os olhos. A lanterna passa a ser o “quarto olho”. Para o lado que estou olhando estão apontadas minha arma e minha lanterna.
POSIÇÃO FBI: Quando, na década de 50, começou-se a desenvolver técnicas para atirar com o uso de lanternas, a famosa Agência Federal norte-americana citada criou esse método, o qual consiste em segurar a lanterna acesa, ao lado do corpo, com o braço estendido na altura dos ombros. A razão disso seria evitar ser atingido se o bandido atirasse contra a fonte de luz. Contudo, o que acontece na realidade é que, por mais que afastemos a lanterna do corpo, nossa silhueta ainda estará iluminada. Além disso, com esse método antigo, perdemos o auxílio que a arma pode nos dar na pontaria.
TÉCNICA HARRIES: (Costas das mãos com costas das mãos). Antes de falarmos sobre esse método, é conveniente lembrar aos instrutores de Tiro que, quando forem ministrar instrução para seus alunos, mais importante é o homem aprender corretamente do que decorar o nome da técnica. É claro que neste, artigo, irei mencionar o nome da técnica em inglês, mas sempre devemos utilizar expressões em português para que o homem guarde mais fácil o que deve fazer. Nessa posição, o braço que segura à arma está estendido e o braço que segura à lanterna está semi-flexionado. As costas das mãos se apóia, uma na outra, procurando dar estabilidade ao conjunto. Não proporciona uma firmeza muito grande, principalmente quando dos disparos, mas é a mais apropriada para lanternas muito grandes ou compridas. Pode ocorrer da lanterna não ficar paralela ao cano da arma.
TÉCNICA AYOOB: (Mãos paralelas). Criada pelo Capitão da Polícia norte-americana Massad F. Ayoob consiste em segurar a lanterna com o braço estendido, estando o polegar em sua parte superior, apontando para frente torcendo-se levemente o pulso. Encosta-se a lanterna na outra mão que segura à arma, com o outro braço também estendido, tornando-se o cuidado de alinhar a lanterna com o cano da arma. Efetiva em distâncias curtas pode ser utilizada com lanternas de vários tamanhos ou forma de acionamento. É a posição mais fácil de fazer, mesmo em situação de grande estresse.
TÉCNICA CHAPMAN: (Mãos conjugadas). Desenvolvida por Ray Chapman, grande atirador estadunidense, esta é atualmente a posição mais empregada, embora dependa basicamente do tamanho da lanterna disponível. Segurasse a arma normalmente, em empunhadura dupla. O polegar e o indicador da mão de apoio ficam livres para segurar e acionar a lanterna a qual deve ser de pequenas dimensões enquanto os outros três dedos ajudam a apoiar a arma. Isso proporciona firmeza na empunhadura e automaticamente a lanterna alinha-se com o cano da arma, ficando a pouca distância do aparelho de pontaria, o qual poderá ser utilizado para um tiro semi-visado. As lanternas que possuem acionamento por botão na parte traseira são as mais indicadas para esta técnica.
Todas essas técnicas devem ser utilizadas segurando-se uma lanterna com uma das mãos e uma arma na outra. Mas e se for preciso usar uma das mãos para abrir uma porta, afastar uma pessoa ou para recarregar a arma? Para isso, algumas lanternas táticas vêm com um cordão que vai estar preso ao pulso do braço que segura à lanterna. Se precisar soltá-la, ela não irá cair no chão e poderá ser “recuperada” rapidamente.
Como tal solução resolve apenas parte do problema, algumas indústrias de armas estão levando tão a sério, a utilização de lanternas em combates em locais de baixa luminosidade que verificamos que, hoje, a maioria dos novos projetos de pistolas semi-automáticas incorpora um trilho onde pode ser rapidamente acoplada uma lanterna tática. Normalmente este trilho fica em baixo do cano, sendo composto por sulcos, nas laterais das armações de polímero, onde pode ser encaixada uma lanterna. Os novos modelos das pistolas GLOCK, em praticamente todos os calibres e versões, já apresentam tais trilhos. A nova Smith & Wesson SW99 também. As pistolas HK USP podem vir de fábrica já com uma UTL (Universal Tactical Light) para ser rapidamente encaixada no trilho da arma quando necessário. Essas lanternas possuem uma potência de 115 lumens. Podem ser utilizadas para outros fins quando não estão presas à arma. A SURE-FIRE possui suportes com lanternas táticas que podem ser adaptados a cada tipo de pistola, inclusive as Taurus.
Na técnica Chapman, se segura à arma em empunhadura dupla com o polegar e o indicador da mão de apoio livres para segurar e acionar a lanterna, a qual deve ser de pequenas dimensões, enquanto os outros três dedos ajudam a apoiar a arma, envolvendo a mão forte, dando maior firmeza à empunhadura e automaticamente alinhando a lanterna com o cano da arma.
Estes suportes geralmente são presos no guarda-mato da arma.
Se nas Armas Curtas já é difícil segurar a lanterna junto com a arma, nas Armas Longas é praticamente impossível. Assim, ou partimos para improvisações como prender a lanterna com fita crepe na espingarda ou na metralhadora, ou recorremos a conjuntos próprios para isso, como a do TAC STAR, que pode ser preso praticamente a qualquer arma, sendo a lanterna acionada por um interruptor, preso no guarda-mão. Ou ainda, às lanternas da já mencionada SURE-FIRE, as quais fazem parte integrante do guarda-mão que substituir o original.
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Fonte: Revista MAGNUM out/Nov 2001.

PROFISSIONAL DA SEGURANÇA DOMINANDO A ESCURIDÃO

Posted in TÉCNICAS OPERACIONAIS on 05/08/2009 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

AÇÕES EM SITUAÇÕES DE BAIXA LUMINOSIDADE

Imagine você, um profissional da área de segurança durante uma ocorrência de roubo, com a informação confirmada de que há três marginais fortemente armados no interior daquele local. Pega sua arma, verifica se está carregada, checa a munição extra e ajusta o colete à prova de balas. Quando já está tudo pronto, você entra ali no local de olhos fechados! Absurdo? Então, tão estranho quanto atuar nesta situação, sem estar com os olhos abertos, é encarar esta mesma possibilidade à noite, sem o uso de um meio auxiliar. A sensação é praticamente a mesma. Dependendo da luminosidade no interior do ambiente, até a vista acostumar-se, o grau de visibilidade é praticamente nulo. Vamos ter que adentrar tateando as paredes, procurando não cair no chão nem tropeçar em algum objeto. Qualquer barulho, por menor que seja, irá chamar nossa atenção, muitas vezes para uma direção errada. E mesmo que tenhamos certeza que há alguém conosco, ali dentro, restará à dúvida: é um amigo ou um agressor?
Muitos chamariam o assunto que vamos abordar simplesmente de “Tiro Noturno”, o que não é o mais adequado. A falta de luminosidade, logicamente, é mais sentida à noite. Entretanto, são várias as situações em que o profissional de segurança ou policial necessita atuar com pouca iluminação. Pode ser que ele tenha que adentrar, durante o período diurno, uma tubulação de esgoto, ou um porão ou sótão, atrás de um marginal. Uma construção como uma fábrica, um prédio ou até mesmo uma casa podem estar com que a iluminação no interior de determinado cômodo seja praticamente inexistente. Muitos barracos em favelas não possuem janelas por onde pode entrar a luz do sol. Ao realizar vistoria no interior de veículos como um caminhão-baú, por exemplo, também sentiremos dificuldade com a falta de luz.
A atividade policial é necessária 24 horas por dia. No patrulhamento ostensivo das ruas não há “horários comerciais”, ou não se pode deixar de atender uma ocorrência às 03h00min da manhã. Pelo contrário, em determinadas áreas, os índices criminais crescem muito no horário compreendido entre as 18h00min e as 06h00min. O tráfico de drogas ocorre mais intensamente à noite, pois as pessoas agem no anonimato da escuridão, que facilita a compra ou a venda de drogas. O número de homicídios, principalmente na cidade de São Paulo, cresce muito nesse horário. Os seqüestros-relâmpagos acontecem freqüentemente entre 20h00min e 01h00min, principalmente em cruzamentos e próximo eletrônicos.
Á noite, o simples ato de abordar um veículo para identificação ocupado por indivíduos em atitude suspeita é perigoso. Não dá visualizar corretamente quantas pessoas estão dentro do carro, ou se elas estão armadas ou não, ainda mais com o uso do insufilm. A vistoria dentro do veículo torna-se complicada. Até mesmo o ato de verificar os documentos dos ocupantes e do veículo fica difícil se não houver uma iluminação artificial, o sugerido é que peça para que o motorista acenda a luz interna do veículo.
O ser humano capta as informações no mundo ao seu redor através dos cinco sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar. Através da percepção dessas informações a pessoa irá formular uma reação. Uma grande parte das informações que recebemos vem através da visão. O olho humano, ao contrário dos olhos de um grande número de animais, não trabalha muito bem em situações de baixa luminosidade. A retina que reveste grande parte do interior do olho tem sua metade posterior rica em células sensíveis á luz, denominadas cones e bastonetes, segundo sua forma, que enviam sinais luminosos ao cérebro através do nervo óptico. É graças aos bastonetes que percebemos a intensidade da luz. A pupila é o orifício que regula a quantidade de luz que entra no olho. Quando nos encontramos em um ambiente muito iluminado, podemos observar que a pupila se contrai o que diminui a entrada da luz. Ao contrário, quando passamos para um ambiente pouco iluminado, na penumbra, e observamos o olho de outra pessoa, notamos facilmente que a pupila se dilata, o que deixa entrar maior quantidade de luz. Esta é a razão para levarmos cerca de alguns minutos para adaptarmos nossa visão à penumbra quando saímos de um ambiente iluminado para um local em que haja baixa luminosidade. Mesmo assim, dependendo da quantidade de luz, veremos apenas vultos de pessoas ou objetos, sem poder identificá-los corretamente.
O policial ou profissional de segurança enfrenta outras dificuldades ao atuar em situações de baixa luminosidade. O estado psicoemocional do ser humano normalmente torna-se alterado quando submetido a situações de risco. Quando ele se encontra nessas situações, em um ambiente escuro, a incapacidade de identificar a localização do perigo mais vulnerável, limitando sua capacidade de percepção e interpretação da realidade, conseqüentemente prejudicando também a capacidade de reação da pessoa.
O policial ou profissional de segurança não atua em uma guerra. Para poder atirar ele deve ter plena certeza de quem é a pessoa que está a sua frente e se ela realmente representa uma ameaça à vida e a integridade física, sua ou de terceiros. Em uma situação de baixa luminosidade, não basta para o policial ou profissional de segurança apenas localizar o “o alvo”, mas deve identificá-lo corretamente.
Existem alguns meios que podem ser utilizados pelo policial ou agente de segurança para atuar em condições de baixa luminosidade.
Equipamentos de visão noturna são caros e têm sua utilização muito restrita, sejam eles ativos ou passivos. Na verdade óculos ou monóculo, presos à cabeça do policial, tiram sua visão periférica, sua capacidade de fazer visada com as armas e, em alguns casos, pelo seu tamanho e peso, tiram a mobilidade. As versões luneta são boas apenas para observação à distância ou para realizar-se um tiro de precisão, com baixa luminosidade, quando fixadas a determinados tipos de armas.
Apontadores laser são muito bons para auxiliar na pontaria, mas não ajudam a visualizar o caminho que temos que percorrer ou a identificar as pessoas e saber se elas estão armadas ou não. Tudo o que vemos é um ponto vermelho em um vulto.
As miras luminosas, geralmente de trítio, ajudam realmente na visada com as armas, especialmente armas curtas. Entretanto, cai no mesmo problema do laser, ou seja, não ajudam a visualizar o tipo de ameaça que estamos enfrentando.
Chegamos então ao único recurso que podemos considerar como “pau para toda obra” em situações nas quais o policial e profissional de segurança precisa atuar em locais de baixa luminosidade a lanterna.
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Fonte: Revista Magnum out/nov 2001
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