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UNIFORME TEM QUE TER BONÉ?

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 18/01/2012 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL


SEGURANÇA PRIVADA



Qualquer policial novinho em folha, saído de academia de formação, sabe que tem que olhar com maior cuidado pessoas que em dias não chuvosos ou frios estejam com aqueles agasalhos ou camisas com capuz em anexo. motivo é simples: sabedores que existem milhares de câmeras filmando tudo, eles já andam com a indumentária ideal, a saber o capuz, para esconderem o rosto, quando aparece a oportunidade para cometer um crime, em geral contra o patrimônio, isso na vista de incautos que não veem maldade alguma em tal indumentária. Muito mais profissional e eficiente é o meliante que se infiltra em algum local utilizando o uniforme de alguma firma de segurança ou portaria para cometer crimes. E o que ele faz para esconder o rosto das câmeras? Anda de camiseta com capuz? Coloca a mão na cara? Compra um jornal e finge que está lendo? Anda de costas? Nada disso, ele simplesmente enfia o boné do uniforme na cabeça até cobrir o nariz e passa despercebido por todos os ambientes da empresa que vai ser vitima de sua atividade. E quando vão ver a filmagem do furto… surpresa! , não há como reconhecer o “elemento”. Pois bem. Ousemos tecer considerações sobre o uniforme dos vigilantes e algumas exigências que entendemos descabidas. Por uma questão legal e de praticidade é exigido dos executores da segurança patrimonial privada a ostensividade, traduzido isso na utilização de um uniforme. Talvez pela influência cultural dos militares governando o país, a maioria das empresas, uma grande parte comandada por militares e policiais, optaram por copiarem o estilo da farda militar, sinal do poderio político e de autoridade da época. Daí que coturno, cinto NA e boné (cobertura) junto com a roupa de brim, típica vestimenta de Fidel Castro, tornou-se a tônica dos uniformes. A cópia de tal indumentária era tão escancarada que a legislação foi obrigada a proibir a aprovação de uniforme que guardasse semelhança com as forças militares e policiais, conforme se verifica no artigo 34 do Decreto 89056/83. No entanto, este decreto e legislações posteriores, fizeram algumas exigências para a aprovação que estão absolutamente descabidas. Vejam bem as coisas sem nexo. O parágrafo 1º do artigo 33 de tal decreto diz que das especificações do uniforme constará apitocom cordão, emblema da empresa e plaqueta de identificação, com validade de seis meses. Das três especificações a única aceitável é o emblema da empresa. O apito com cordão é um anacronismo e uma desnecessidade impar, e sua exigência vai de encontro ao previsto no caput do artigo que diz que o uniforme deve ser de modo a não prejudicar o perfeito exercício da atividade do vigilante. Imagina só o vigilante correndo para atender uma ocorrência e o cordão enganchar numa maçaneta ou derrubar um extintor! Acidente na certa. Pior é se com o próprio cordão o meliante enforcar o vigilante, numa eventual disputa de imobilização. Cá entre nós, chega a ser ridículo os vigilantes de shopping, bancos e tribunais portarem uniformes com aqueles apitos pendurados. Nunca apitarão dentro de tais estabelecimentos. Total desperdício. Com relação à plaqueta de identificação acreditamos que é um exagero beirando o absurdo. Primeiro que plaqueta de identificação não é peça de uniforme. Segundo que, conforme os estudos recentes de regras de segurança, a facilidade da obtenção dos dados do vigilante pelo crachá só facilita as coisas para os meliantes, que numa simples observação já tem um nome e alguns dados para usar numa história cobertura. Outrossim, é mais um documento que o vigilante tem que portar, fora a CNV e o RG e mais uma incumbência para a empresa que de seis em seis meses tem que trocar o crachá. Seria interessante ter algumas respostas para algumas perguntas, tais como: por que o prazo de seis meses? Por que não três ou nove? E a mais intrigante é: qual o motivo para que o vigilante tenha que expor seus dados a todo mundo? Com a profissionalização dos empresários, algumas empresas optaram por investirem num melhor aspecto de seus uniformes, afinal é um de seus cartões de visita. Praticamente o coturno está abolido, até mesmo por uma questão de custo. Mas a legislação continua emperrando a modernização. O artigo 107 da portaria 387/06 traz a noticia de que as empresas poderão possuir mais de um uniforme autorizado, podendo um deles ser terno e paletó, observadas as peculiaridades da atividade e o local de prestação de serviço, bem como os requisitos do art. 103 , §1º. É interessante que dentre os requisitos do art. 103 está o apito e o crachá. Terno com apito? Não! Nem o mais bizarro estilista aceitaria tamanha ousadia. O problema é que há entendimento que tal artigo, ao permitir que algum dos uniformes aprovados seja o terno ou paletó, exige que o outro uniforme seja a farda tipo militar, com tecido de brim, cinto na, coturno e o indefectível boné, ou cobertura, como preferem alguns. Não se pode levar a sério tal interpretação. Por uniforme deve-se entender a vestimenta padronizada de uma determinada categoria profissional ou de indivíduos. Motoristas, recepcionistas, aeromoças, copeiras, ascensoristas, guarda vidas, geralmente todos trabalham uniformizados, sem estarem fardados, mas uniformizados. Farda é uniforme exigido para entes da segurança pública. Exigir farda para o mundo privado é militarizar o que não pode ser militarizado. Exigir que um dos uniformes seja uma farda não tem fundamento legal. Se a empresa quiser, tudo bem, mas se ela quiser ter um uniforme com camiseta e outro com terno ela pode. Não há conhecimento de óbice legal. Para se ter uma ideia, a própria policia militar tem uniforme bermuda/camiseta. Por que as empresas não poderiam ter? E se a empresa optar por uma farda é obrigada a inserir o boné? Acredito que não. Ela pode conseguir uma autorização sem tal item em seu uniforme, mesmo porque tem local que o vigilante tem que trabalhar de capacete. E ai? É aprovado um boné e o cara é pego com um capacete. A empresa está cometendo uma ilegalidade? Obvio que não. O que é mais importante, o boné ou a segurança do trabalho? Mas, e se o vigilante trabalhar num ambiente ensolarado ou sob o sereno? Ora, ai, nesse caso o boné pode ser usado, como um acessório, assim como é a capa de chuva, a galocha, o capacete, o fiel da arma, o suporte para o rádio, o suporte para algema, o coldre etc. É um mero acessório. Na realidade quem vai adorar este artigo é o setor financeiro das empresas, pois em matéria de custo-benefício o boné, sai caro demais em proporção às outras peças e tem servido, em ambientes fechados, apenas para esconder o rosto de meliantes. Estou errado?


 Autor: Carlos Mauritonio Nunes, DSE é Agente da Polícia Federal mauritonionunes@uol.com.br
Fonte:http://www.portaldaseguranca.com.br

SEGURANÇA PRIVADA EM NAVIOS

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 18/01/2012 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL
SEGURANÇA PRIVADA
Titanic é um nome que traz três grandes marcos na História. Um na indústria náutica, pois na época sua construção foi apresentada com inovações e características inovadoras e audaciosas. Outra na história das grandes tragédias, pois em sua primeira viagem afundou. E outro marco foi na indústria cinematográfica, com a filmagem e a narrativa de sua história de forma magistral, que arrebatou milhões de espectadores, inúmeros prêmios com vários Oscars, fora os recordes de arrecadação. Mas, o que tem a ver o Titanic com a segurança privada? Ora, o Titanic era um hotel flutuante. Chegado ao Brasil, tal modalidade de lazer logo tomou os contornos da criatividade brasileira e às glamorosas viagens foram substituídas por eventos temáticos, que se tornaram uma realidade. Hotéis e eventos são locais apropriados para o serviço de segurança privada. No caso dos cruzeiros temáticos, em especial os destinados ao público aficionado por música eletrônica (festa rave) e os de carnaval, passam pela necessidade de ter segurança privada a bordo, pois na falta de quem possa garantir a integridade do patrimônio do navio ou das pessoas tornam a viagem um passeio de terror,
pois sempre existem alguns engraçadinhos que após alguns copos de qualquer bebida alcoólica imaginam que podem fazer tudo. Que o segmento de segurança privada já atua nos transatlânticos talvez não seja novidade para ninguém. O procedimento é simples. As firmas são contratadas por quem está organizando o acontecimento, apresenta a relação dos vigilantes ao setor competente da policia federal e entram no navio como contratados eventuais, assim como trabalha o técnico de som, o DJ etc. Ele não é funcionário do navio, mas da empresa que está organizando o show ou o evento. Obedece o mesmo procedimento
que existiria se a festa fosse num hotel ou numa casa de show. O trâmite é mais fácil porque não se trata de vigilância armada. Pois bem. A segurança desarmada nos transatlânticos já não é mais novidade, mas e a segurança armada em navios? Alguém já tinha tido noticia desse serviço em navio fundeado realizado por empresa de segurança especializada? E antes que alguém pergunte se é legal tal modalidade de vigilância vamos verificar o que diz a legislação. 
O artigo 10 da lei 7102/83 em seu inciso I traz a afirmação que procedera vigilância patrimonial de instituições financeiras e outros estabelecimentos públicos ou privados é considerado como segurança privada e, portanto, deve ser prestado por empresa especializada autorizada pela Policia Federal. O termo ‘“instituições financeiras” não causa maiores problemas de interpretação. Trata-se dos bancos e seus agentes correlatos. No entanto “estabelecimentos públicos ou privados” abre um leque muito
grande. Na tentativa de esclarecer melhor a amplitude dos termos acima citados, o artigo 106 da portaria 387/06 elenca uma série de locais onde se pode exercer a vigilância patrimonial e dentre eles está taxativamente escrito que nos navios fundeados pode ser exercida a vigilância patrimonial, assim como em indústrias, usinas, portos, aeroportos. Como em tal artigo faltou os shopping centers, as reservas particulares, casa de shows, arenas esportivas, terminais alfandegados, rodoviárias, lojas, farmácias, acreditamos que não foi levada em consideração a diferença entre navio fundeado e atracado. Sim, porque há uma diferença. O fundeio do navio é sua parada perto do porto onde vai atracar. Atracado é quando o navio está amarrado junto ao cais. Não sabemos se tal definição geraria uma proibição aos navios atracados. Acreditamos que seria um exagero tal proibição, mesmo porque existem roubos a navios atracados. No entanto, a vigilância armada em navios está consolidada. O que ocorre é que para a implantação de um serviço armado dentro de um navio há vários pontos a serem considerados. E a partir deste ponto, vocês leitores, me permitam fazer uma homenagem a uma pessoa que não deve ser esquecida, pois sua ação permitiu a efetivação deste serviço. O diretor da empresa Comando Segurança, Jorge Manuel Afonso Guerreiro, arquitetou toda a logística para a implantação do serviço, articulando os procedimentos com os órgãos e fornecedores envolvidos, realizando os contatos com as autoridades e conseguindo em tempo suficiente as autorizações e documentos necessários para a obediência dos requisitos legais exigidos. De seu esforço surge um fato marcante para abrir mais um mercado ao setor de segurança privada, ou seja, a segurança armada em navios fundeados. Não tenho conhecimento da prestação de tal serviço em data anterior. Este artigo é dedicado a ele que no último dia 22/09/11 deixou-nos desta vida secular. A um amigo que se foi deixando uma marca na historia da segurança privada, minha homenagem. Aos meus prezados leitores peço as desculpas pela minha tristeza, mas esclareço que é acompanhada por todos aqueles que conheciam o GUERREIRO
Comentário SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL
Com avanços e investimentos na Segurança Privada surge uma nova modalidade de prestação de serviço a Segurança Privada em navios, tudo isto mostra a importância do profissional de segurança em todas as áreas e setores, pouco tempo atrás tínhamos um serviço até então novo que era a Escolta Armada de cargas que agora é reconhecida com curso,qualificação e reciclagem, esperamos que em breve este seja mais um novo curso na grade de extensão da segurança privada.
Fonte:http://www.portaldaseguranca.com.br
Matéria:Carlos Mauritonio Nunes, DSE é Agente da Polícia Federal
mauritonionunes@uol.com.br

SAIBA COMO É O PORTE DE ARMA PARA VIGILANTES.

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 23/11/2011 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL


Muitos profissionais de segurança privada pergunta se pode andar armado ou se pode comprar uma arma, a resposta é simples, pode comprar uma arma qualquer brasileiro acima de 21 anos de idade e sem antecedentes criminais pode comprar, agora na questão de poder andar armado 24 h a resposta é NÃO, a partir do Estatuto do Desarmamento somente algumas pessoas tiverem direito ao porte pessoal de arma de fogo  mediante a  todos os exames feitos pela Polícia Federal, aqui nesta matéria entenda como a legislação brasileira trata o assunto e em que caso o uso da arma de fogo é permitido aos vigilantes.
As escolas de formação de vigilantes abrigam uma série de dúvidas quanto ao uso de armas por parte de seus alunos, os futuros vigilantes. Alguns desses questionamentos são mais freqüentes em vigilantes já formados, que trabalham habitualmente armados, mas desconhecem os procedimentos básicos quanto ao porte de arma. Para minimizar essas dúvidas, resolvi publicar sobre o porte de arma por esses profissionais, tema amplamente discutido entre os vigilantes e supervisores.

Direito ao uso da arma:
Quando está em serviço o vigilante tem o direito ao porte de arma. Entretanto, é preciso esclarecer alguns pontos sobre o porte em si. Entre as dúvidas mais freqüentes está o questionamento se o vigilante pode trabalhar com sua própria arma. A resposta é óbvia: não. A arma particular é para uso pessoal e restrito e não para efetuar trabalhos. Além disso, a legislação da segurança privada (Lei 7.102/83), artigo 21, prevê que a arma usada pelo vigilante seja de propriedade e responsabilidade da empresa para a qual ele presta serviços, sendo a contratante obrigada a possuir uma autorização de funcionamento emitida pelo  orgão fiscalizador à DPF –  Departamento de Polícia Federal.
Na Portaria 387 de 01/09/2006, o artigo 117 assegura ao vigilante o porte de arma em efetivo exercício. Contudo, isso também não significa que o vigilante tenha que trabalhar armado. Por essa razão existem diversos postos de trabalho onde o profissional atua sem o uso de armas. A arma só poderá ser utilizada se o profissional em questão estiver a serviço da empresa. Isso significa que, caso o mesmo precise se ausentar temporariamente, a arma deverá permanecer dentro do perímetro da contratante. Entretanto, faz-se uma exceção aos casos de escolta armada, transporte de valores e segurança pessoal que existe uma autorização especial de transporte.
Vamos analisar um exemplo de uma guarnição de carro-forte que supostamente vai a uma loja no décimo andar de um edifício. Ao descer do veículo os vigilantes passam pelos corredores e pegam o elevador, visando sempre a prestação de serviços e o transporte de valores. Se essa mesma guarnição sair do prédio e se locomover até uma padaria para a compra de um maço de cigarros, por exemplo, será motivo suficiente para que os profissionais em questão sejam presos por porte ilegal de arma. Isso ocorre porque a legislação autoriza o porte de arma apenas em serviço, fato que não ocorreu na situação anterior.
A mesma orientação pode ser aplicada à escolta armada em uma situação semelhante, como o almoço ou jantar. Sobre esse tema, o artigo 125º da Portaria 387/06 prevê multa de 2.501 a 5.000 mil reais por “permitir que o vigilante utilize armamento ou munição fora do serviço”. O mesmo artigo ainda diz “permitir que o vigilante desempenhe suas funções fora dos limites do local do serviço, respeitadas as peculiaridades das atividades de transporte de valores, escolta armada e segurança pessoal” que tem uma autorização especial expedida pela Polícia Federal.



Comentários:
Vigilante que trabalha armado e sai para fora do posto de serviço e de seu itinerário poderá responder por porte ilegal de arma de fogo e ser até mesmo  demitido.
Qualquer irregularidade que ocorra fora do seu posto de serviço, por exemplo na rua, a sua ajuda poderá ser da seguinte maneira  comunicar os orgãos de segurança pública como policia militar, bombeiros, guarda municipal e demais, não se preocupe ou pense é omissão de socorro,a Lei te permite apenas agir dentro dos limites da empresa, fora é de responsabilidade da  segurança pública, temos que entender que segurança privada tem seus limites e a segurança pública também, a polícia não pode agir dentro dos limites privados sem autorização prévia assim como a segurança privada não pode agir na rua, tome cuidado nas suas decisões de querer fazer uma boa ação na rua  ainda mais se tiver armado.
Arma  é coisa séria, é muito visado por marginais para roubo, não se esqueça que uma situação de socorro falso poderá ser uma ação para possível roubo de seu armamento, nas instituições bancárias os vigilantes é proibido de prestar atendimento seja de informação ou de socorro médico tudo por questão de segurança , uma situação de socorro  pode ser para roubar sua arma, por isso a dica é ficar em QAP total e deixar  a responsabilidade para quem compete, em outras palavras “cada um no seu quadrado”, se houver  uma situação destas em seu turno passe para o funcionário da empresa que compete ou acione o serviço de  emergência.
Temos qualificação para primeiros socorros porém temos e devemos usar de maneira responsável e cuidadosa, cada caso é um caso, tenha em mente que  não somos socorristas e nem  médico apenas temos conhecimento básico para uso pessoal.

Porte e tipos de armas
O uso da arma não é obrigatório. Essa decisão depende do risco existente em cada posto de trabalho e do cliente. No entanto, sabe-se que a Portaria 387/06 prevê penalizações em forma de multas às empresas especializadas ou prestadoras de serviço orgânico de segurança que utilizem vigilantes desarmados em estabelecimentos financeiros (guarda de valores ou movimentação de numerário) ou em serviços de transportes de valores. Nesse caso, fica claro que o vigilante que trabalha em carro-forte, escolta armada ou instituição financeira, obrigatoriamente, deverá atuar armado.
Outra dúvida refere-se ao calibre e ao tipo de arma usado em serviço. Os vigilantes que possuírem apenas o curso de formação podem usar revólveres calibre 38” ou 32”. Contudo, em trabalhos que exijam segurança pessoal, podem ser usados revólveres ou pistolas de calibre 7,65mm ou 380”. Para os profissionais que atuam em carros-fortes ou escoltas armadas, é autorizado o uso de revólver, pistola ou espingarda de calibre 12, 16 ou 20. A carabina de calibre 38” também é autorizada. Ressaltando apenas que o vigilante pode portar apenas uma arma (revólver ou pistola) e os carros-fortes ou veículos de escolta armada devem possuir, no mínimo, uma arma portátil (espingardas ou carabinas) para cada dois vigilantes.

Munições

Outro tema polêmico refere-se ao uso de munição própria com ponta do tipo “hollow point”, “hidra shok”, “silvertip” ou qualquer outra. Isso também não é permitido, pois as munições são produtos controlados, podendo ser adquiridas apenas por pessoas que possuam armas registradas em seu nome. Além disso, a munição, bem como a arma, deve ser de propriedade da empresa em que o vigilante trabalha.
Na prática, as empresas podem comprar munições que não sejam apenas as de ponta ogival de chumbo. O que deve ficar claro é que ele, independentemente de ter ou não sua arma particular, não pode trabalhar com ela ou com a sua própria munição, mesmo que seja sobressalente. Tanto a arma como a munição do vigilante devem pertencer à empresa que ele trabalha (empresa de segurança privada autorizada pela DPF – Departamento de Polícia Federal).
Segundo o artigo Nº76 da portaria 387/06, “as empresas especializadas e as que possuem serviço orgânico de segurança deverão apresentar, pelo menos, duas e no máximo três cargas para cada arma que possuírem, conforme o calibre”, geralmente as empresas oferecem no máximo duas cargas, por exemplo se seu revólver é de cinco tiros você terá mais uma carga de cinco munições.
Em outras palavras, isso quer dizer que o vigilante poderá usar apenas as munições oferecidas pela empresa, sendo essas originais e não recarregáveis, já que as recarregadas só podem ser usadas por escolas de formação de vigilantes autorizadas.



Comentários:
Jamais utilize suas próprias munições como forma de carga extra ou alegar que as munições  fornecidas pela  empresa não está em boa condições de uso,  isto poderá lhe trazer prejuízos judiciais e até mesmo lhe render uma advertência  por parte de  sua empresa, se as munições que sua empresa lhe forneceu  estão danificadas como por exemplo, amassada, estanho gira em torno do estojo ou outras avarias peça a substituição e se possível anote sempre no livro de ocorrências a situação geral  do seu material de apoio.
Aproveitando o assunto veja mais matérias que falam sobre porte de arma e uso particular com os  títulos: Comissão autoriza Vigilante a comprar arma para uso particular ,  Vigilante poderão ter direito a porte de arma fora do expediente, você verá nestas matérias publicadas que temos lá em Brasília um parlamentar que se preocupa com a segurança dos profissionais o qual faço questão de publicar seu nome, partido e estado é o atual Deputado Federal Onyx Lorenzoni (DEM /RS) este merece o nosso reconhecimento e voto de confiança, um trabalhador à favor do trabalhador e pai de família, o recado é para todos os  profissionais de segurança  do estado do Rio Grande do Sul que votem à favor dos que estão ao lado da nossa categoria e do trabalhador e este com certeza  merece o seu  voto.

Autor: Cláudio dos Santos Moretti
Fonte: www.jseg.net/

Comentários: ASP Paulo Mello .

PORTA GIRATÓRIA CONTRIBUI PARA EVITAR ASSALTO A BANCO

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 06/10/2011 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

SEGURANÇA PRIVADA

Algumas pessoas acham que a porta giratória e constrangedora porque muitos tem mostrar suas bolsas e maletas, algumas agência bancárias já utilizam armários com chaves para guarda de volumes o qual o cliente deixa seus pertences pessoais e entra sem problemas de à porta travar.
Nesta matéria veremos qual a importância da porta giratória e quanto ela contribui para evitar assalto a banco além de proteger a integridade física das pessoas, no serviço de  segurança bancária é um grande material de apoio que deve ser testado todos os dias pelos vigilantes  tendo  qualquer irregularidades deve ser avisado ao gerente administrativo do banco para que tome as devidas providências, não devemos esquecer também de testar o controle de pânico que utiliza pilhas e com o tempo estas se tornam fracas deixando o controle inoperante, não devemos cair na rotina de que tudo está está funcionando bem, estamos trabalhando com componentes eletrônicos que muitas das vezes falham e nos deixam em situações embaraçosas.
Veja abaixo alguns itens da porta giratória que contribui para evitar ação criminosa:

1 – As portas-giratórias contribuem para inibir a ação dos criminosos. Elas não impedem, mas dificultam muito a entrada de pessoas armadas dentro das agências. Criam um obstáculo importante à liberdade de ação e de movimentos dos assaltantes. Por isso, desestimulam assaltos. A colocação ou não de portas-giratórias em agências é decidida depois de pesadas uma série de variáveis de segurança do local, como a existência de rotas de fuga, a presença de posto policial na região, o encaixe de numerário da agência, a periculosidade da região. Sua instalação está diretamente relacionada com a estratégia de segurança definida pela instituição financeira e com a avaliação do grau de risco de cada local, observadas diversas variáveis. 

2 – O número de reclamações por constrangimento é ínfimo, considerando que mais de 600.000 pessoas utilizam diariamente serviços de agências bancárias na capital (base: 300 pessoas por agência, em média, para um universo de 2.160 agências) e que existe conscientização dos usuários do sistema financeiro sobre a importância desse dispositivo. Os bancos dispõem de detectores portáteis de metais para situações especiais, tais como: portadores de marca-passo; portadores de platina, etc.
3 – A porta de segurança é um equipamento que possui sensores reguláveis para detecção de metais. A regulagem do volume mínimo de metais a ser detectado é feita conforme critério determinado por cada instituição financeira. Um alicate ou qualquer outro objeto metálico não se presta para aferição do perfeito funcionamento de uma porta de segurança. Esse teste deve ser feito com armamento real. Detectado o volume mínimo de metais para o qual a porta está regulada, os sensores bloqueiam automaticamente o acesso; o vigilante não tem nenhuma ação para bloquear o acesso de qualquer pessoa que esteja entrando pela porta de segurança. Após ocorrer o bloqueio, a entrada é liberada mediante a identificação dos objetos metálicos que provocaram o travamento automático da porta, observando os procedimentos de segurança definidos pela instituição financeira. Em condições normais, só ocorre o bloqueio se a pessoa estiver portando objetos metálicos; na ausência de objetos metálicos, não há travamento da porta. 

4 – A utilização de equipamentos e dispositivos semelhantes aos dos aeroportos em substituição às portas giratórias causaria mais problemas do que as próprias portas giratórias, além de facilitar a entrada de assaltantes, já que não haveria nenhum obstáculo entre os assaltantes armados e os vigilantes. Sem falar nos tumultos que os alarmes eventualmente disparados causariam aos clientes das agências. Em resumo: não é uma solução viável do ponto de vista da segurança dos usuários, clientes e funcionários das agências. 

5 – Os bancos cumprem rigorosamente as determinações da Lei 7.102/83, que disciplina o sistema de segurança em estabelecimento financeiro. O plano de segurança de cada agência é apresentado anualmente à Polícia Federal para aprovação, e contempla a agência como um todo, incluindo a sala de auto-atendimento. Os dispositivos de segurança do plano, vigilantes, alarme e demais equipamentos de segurança, atendem toda a instalação da agência. 

6 – A segurança patrimonial representa investimento da ordem de R$ 7 bilhões/ano, em 2005/2006, ou seja, mais do que o dobro dos R$ 3 bilhões de 2002/2003, enquanto que o orçamento da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo situou-se entre R$ 6,6 bilhões e R$ 7,4 bilhões de 2002 a 2006. 

7 – Esses investimentos, aliados a uma série de medidas preventivas, produziram uma redução expressiva dos assaltos nesta década, da ordem de 66,4%. 


Veja também matérias postadas com o título : A polêmica da porta giratória , O uso de detectores de metais e suas funções, Policiais e Vigilantes , Portas giratórias não agradam clientes mas garantem sua segurança.

Neste vídeo abaixo iremos ver que o vigilante que não estiver atento a porta giratória pagará com sua vida, o  assaltante  entra para dentro da agência bancária armada, veja que a porta travou e o vigilante liberou, após ação não adianta reagir que sua vida e dos clientes estarão em risco o serviço de vigilância bancária e ostensivo e preventivo e não de reação, quando o assalto ocorrer por falha humana não tem reação pagamos com nossa vida.





Vigilante enfrenta ladrão em assalto ao banco Bradesco

Neste outro vídeo o vigilante se distrai  novamente na porta giratória e o ladrão aproveita e  entra armado quando o vigilante percebe que vacilou  tenta inibir a ação criminosa o qual quase paga com sua própria vida.





Fonte: Febraban – Federação Brasileira de Bancos

SEGURANÇA EM SHOPPING VIGILÂNCIA ARMADA NAS ÁREAS EXTERNAS PODE EVITAR ASSALTOS

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 12/09/2011 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

                                                         SEGURANÇA PRIVADA

Algum meses atrás início do ano de 2011  a imprensa mostrou a insegurança dentro dos shoppings de vários estados, inclusive no Paraná. Assaltos dignos de Hollywood têm acontecido um atrás do outro deixando um rastro de medo e preocupação. Em São Paulo – Brasil, após os seguidos roubos registrados desde o começo do ano de 2011, parte dos shoppings aderiu à segurança armada.
Em agosto o jornal Folha de São Paulo averiguou que de oito shoppings, cinco adotaram um esquema especial de vigilância com seguranças armados, trajando coletes à prova de balas, distribuídos nas entradas e garagens. Os principais centros comerciais da capital paulista adotaram a medida.
Desses, dois foram roubados nesse ano. Até agosto, só em São Paulo – Brasil foi registrado 13 ocorrências de assaltos a shoppings, segundo o portal R7. Um deles, que teve a joalheria Tiffany e a loja de relógios Rolex roubadas, também implantou guaritas blindadas e
 “olheiros” pelos corredores. O principal alvo dos assaltantes são as joalherias.
                                          Segurança armado faz vigilância na entrada do Shopping Eldorado, em São Paulo.

 Um carro e um segurança armado zelam pelos clientes do shopping Pátio Higienópolis, na região central de São Paulo. Duas relojoarias e uma joalheria foram assaltadas este ano no local.
TER OU NÃO TER SEGURANÇA ARMADA?
A adoção dessas medidas tem por objetivo garantir mais segurança para os clientes e também para quem trabalha nesses locais. A FETRAVISPP defende a colocação de vigilantes armados nos pontos de controle de acesso e nos estacionamentos, para evitar a exposição de quem freqüenta aos centros comerciais. “Nas entradas e estacionamentos, se armados os vigilantes podem evitar que o roubo se concretize ou que até mesmo venha acontecer”, afirma João Soares, presidente da FETRAVISPP.
Ainda, nas lojas que correm maiores risco de assalto, como as joalherias, são adequadas a manutenção de vigilância armada no espaço interno da loja. Os postos de atendimento bancários instalados dentro dos centros comerciais, obrigatoriamente, precisam manter vigilantes no seu espaço interno.
Mais tranqüilidade
Um advogado de 62 anos contou ao jornal Estado de São Paulo que ao ver os seguranças armados foram procurar informação e chegou à conclusão de que essa medida é benéfica para todos. “Até eles (os vigilantes) estão mais tranqüilos porque agora há uma vigilância ostensiva. Acredito que a medida afasta a possibilidade de assaltos”, diz. “Não creio que vão atirar a esmo ou por as pessoas em risco. Eles passam por treinamentos e avaliações”, afirma o professor Fernando Matos, em entrevista à Folha.
Após a onda de assaltos em São Paulo e em outras cidades, alguns centros comerciais investiram em novos equipamentos, aumentaram o número de vigilantes e ofereceram cursos aos vigilantes de como agir em momentos de pânico.
Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira dos Shoppings Centers (Abrasce), 82% dos shoppings apresentam algum esquema especial de segurança para joalherias, bancos e lotéricas, como no caso de uma joalheria de um shopping em Maringá – Paraná – Brasil, que mantém um vigilante próprio durante todo o expediente e uma empresa de monitoramento à distância.
Todo esse reforço feito na segurança dos shoppings visa aumentar a sensação de tranqüilidade do cliente.
A tendência é que a vigilância armada nos centros comerciais tornese comum, assim como nas agências bancárias, para garantir a segurança que sempre trouxeram aos seus freqüentadores e funcionários.
Precauções como essas podem evitar que tragédias aconteçam, como foi o caso do segurança que morreu após ser baleado na cabeça durante um assalto no shopping paulista Santana Parque.
Outra questão comentada na imprensa com o surgimento dessa seqüência de crimes é o preparo dos vigilantes. Néri Maia, chefe de segurança do Shopping Muller, afirmou à Revista Vigilante em Foco que os seguranças têm o conhecimento de todas as rotinas de trabalho das lojas e do shopping, além de toda a infra-estrutura. “Dessa forma, atrelando esse conhecimento ao treinamento periódico para vigilância, além da comunicação direta com a administração do shopping, conseguimos prevenir qualquer tentativa de ocorrência grave, minimizando o surgimento de casos”, diz.
Outro ponto importante é o shopping ter vigilantes regularizados atuando. Além disso, Maia destaca periodicamente os profissionais passam por cursos e treinamentos, além de reuniões, reciclagens e instruções para as atividades diárias.
Veja também a matéria publicada neste blog com o título Você se sente seguro em shopping?.
Participe das enquetes do blog, sua opinião é muito importante para que possamos melhorar, seja um seguidor do blog cadastra-se e fácil, obrigado pela sua visita, volte sempre.
Fonte: Revista Vigilante em Foco 2011

QUAL OS DOCUMENTOS E REQUISITOS PARA CNV – CARTEIRA NACIONAL DE VIGILANTE ?

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 27/08/2011 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL


  SEGURANÇA PRIVADA

Olá guerreiros, estou trazendo novamente  este artigo de interesse de muitos profissionais de segurança privada que na maioria das vezes solicita este documento junto suas empresas e que demora em adquirir tal documento, muitos tem dúvidas se pode dar entrada no documento sem vínculo empregatício e gostaria de saber se o documento está em andamento, para facilitar estas dúvidas e outras dos nossos guerreiros veja abaixo os procedimentos exigidos pela Polícia Federal.
Vale lembrar que quem dá entrada neste documento e sua empresa e não você, a obrigação de sua empresa conforme art.112 inciso 2  fornecer o protocolo de entrada da sua CNV o qual tem prazo de validade de 60 dias sendo prorrogado por mais 60 dias, é este protocolo que irá comprovar que sua empresa e você está em dia com sua obrigações.
Carteira Nacional de Vigilante 
É o documento de identidade funcional do vigilante, com validade de 4 (quatro) anos, de uso obrigatório em serviço.
Documentos e Requisitos necessários:
  1. Preencher formulário. ( sua empresa responsável para imprimir tal formulário)
  2. Cópia de Documento de Identificação (RG) frente e verso.
  3. Cópia do CPF
  4. Cópia das folhas da Carteira de Trabalho, que demonstram o vínculo empregatício com empresa especializada ou executante de serviços orgânicos de segurança autorizada a funcionar pela Polícia Federal.
  5. 02 (duas) fotos 2 x 2 colorida de fundo branco.
  6. Cópia dos certificados de conclusão de Curso de Formação, extensão ou reciclagem, para fins de atualização de dados do vigilante na CNV.
  7. Comprovante original de pagamento de taxa – GRU Preencher formulário disponível na Internet e entrega-lo juntamente com a documentação acima citada. ( sua empresa que paga tal taxa)
Prazo médio para entrega do documento:
Prazo de entrega em até 60 dias podendo ser prorrogado por mais 60 dias e assim subseqüente, ficando o vigilante com o protocolo de renovação.
Atenção! Para acompanhar o pedido de sua CNV.
Para acompanhar o pedido, deve-se encaminhar o número do protocolo para o endereço de e-mail da Polícia Federal: cnv.cqcsp@dpf.gov.br.
Abaixo você verá o que diz a  Portaria 387/2006 através do site:
 Carteira Nacional de Vigilante – CNV
Art. 111. A Carteira Nacional de Vigilante – CNV – instituída pela Portaria 891/99 – DG/DPF, será de uso obrigatório pelo vigilante, quando em efetivo serviço, constando seus dados de identificação e as atividades a que está habilitado.
Parágrafo único.
A CNV somente será expedida se o vigilante preencher os requisitos profissionais
previstos no art. 109, estiver vinculado à empresa especializada ou a que possua serviço orgânico de segurança, e possuir curso de formação, extensão ou reciclagem dentro do prazo de validade.” (Texto alterado pela Portaria nº358/2009-DG/DPF)
Art. 112. A CNV deverá ser requerida pela empresa contratante à DELESP ou CV, ou através das entidades de classe, até 30 (trinta) dias após a contratação do vigilante, devendo- se anexar:
I – Carteira de Identidade e CPF;
II – CTPS, na parte que identifique o vigilante e comprove vínculo empregatício com empresa especializada ou executante de serviços orgânicos de segurança autorizada a funcionar pelo DPF;
III – 02 (duas) fotografias recentes do vigilante, de frente, colorida, de fundo branco, tamanho 2 x 2 cm;
IV – comprovante de recolhimento da taxa de expedição de carteira de vigilante, às expensas do empregador. (Texto alterado pela Portaria nº358/2009-DG/DPF)
§ 1º Os documentos mencionados nos incisos I e II deste artigo deverão ser apresentados em cópias reprográficas e originais, sendo estes restituídos após conferência pelo órgão recebedor, ou em cópias autênticas, e sendo as cópias anexadas ao formulário de requerimento.
§ 2º O protocolo do requerimento, de porte obrigatório pelo vigilante enquanto não expedida a CNV, terá validade de 60 (sessenta) dias a partir do recebimento do pedido pelo DPF, na forma do caput, e comprovará a regularidade do vigilante durante esse período. (Texto alterado pela Portaria nº358/2009-DG/DPF)
§ 3º Não sendo expedida a CNV no prazo fixado no parágrafo anterior, a DELESP ou CV poderão prorrogar a validade do protocolo por mais 60 (sessenta) dias, revalidando por esse período o prazo constante do protocolo de entrega do formulário. (Texto alterado pela Portaria nº358/2009-DG/DPF)

VIGILANTE NÃO É VIGIA

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 26/07/2011 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL


                                                             SEGURANÇA PRIVADA


É muito comum a aplicação da palavra vigia como sinônimo para vigilante.  Porém, este uso é incorreto. Vigilante não é vigia. A lei 8.863, de 28 de março de 1994, desconheceu a figura do guarda, guardião ou vigia ao autorizar a execução da atividade de segurança privada somente por profissionais que atendam aos requisitos do artigo 16 da lei 7.102, sendo um deles ter sido aprovado em curso de formação de vigilante.

Em outras palavras, qualquer pessoa que exerça alguma atividade ligada à segurança privada sem que tenha habilitação legal para isso, está agindo à margem da lei. Os chamados “vigias” na verdade são pessoas despreparadas que exercem a função de vigilante sem o devido treinamento e sem o amparo da lei.

Embora a legislação que regulamenta o setor de segurança privada no Brasil tenha extinguido a função de vigia, guarda ou guardião, uma falha jurídica na legislação trabalhista faz com que estas nomenclaturas permaneçam até hoje registradas no Código Brasileiro de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), abrindo espaço para que setores da sociedade contratem pessoas despreparadas para exercer atividades de risco.

Reformulação da legislação

O SindVigilantes de Curitiba e Região defende a reformulação da legislação do setor, extensiva inclusive aos direitos trabalhistas e sociais duramente conquistados pela categoria. Por estar desatualizada, a legislação da segurança privada favorece a ação de pessoas que, por desconhecimento ou oportunismo, continuam contratando pessoas despreparadas, como os “vigias”, colocando vidas em risco e gerando o conflito de nomenclatura e até mesmo a morte de centenas de pais de família.

Somos defensores de um novo projeto que crie o estatuto da segurança privada com regras claras para o exercício da profissão de vigilante bem como para a criminalização da contratação e do exercício ilegal da profissão como forma de combate a exploração de mão de obra e a venda ilusória de serviços de segurança por pessoas despreparadas.

Todo profissional que exerce legalmente sua função dentro do ramo da segurança privada deve ser reconhecido como vigilante em todos os segmentos da segurança privada (pessoal, patrimonial, transporte de valores e escolta armada).

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