Archive for the SEGURANÇA PRIVADA Category

VIGILANTE NÃO É VIGIA

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 26/07/2011 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL


                                                             SEGURANÇA PRIVADA


É muito comum a aplicação da palavra vigia como sinônimo para vigilante.  Porém, este uso é incorreto. Vigilante não é vigia. A lei 8.863, de 28 de março de 1994, desconheceu a figura do guarda, guardião ou vigia ao autorizar a execução da atividade de segurança privada somente por profissionais que atendam aos requisitos do artigo 16 da lei 7.102, sendo um deles ter sido aprovado em curso de formação de vigilante.

Em outras palavras, qualquer pessoa que exerça alguma atividade ligada à segurança privada sem que tenha habilitação legal para isso, está agindo à margem da lei. Os chamados “vigias” na verdade são pessoas despreparadas que exercem a função de vigilante sem o devido treinamento e sem o amparo da lei.

Embora a legislação que regulamenta o setor de segurança privada no Brasil tenha extinguido a função de vigia, guarda ou guardião, uma falha jurídica na legislação trabalhista faz com que estas nomenclaturas permaneçam até hoje registradas no Código Brasileiro de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), abrindo espaço para que setores da sociedade contratem pessoas despreparadas para exercer atividades de risco.

Reformulação da legislação

O SindVigilantes de Curitiba e Região defende a reformulação da legislação do setor, extensiva inclusive aos direitos trabalhistas e sociais duramente conquistados pela categoria. Por estar desatualizada, a legislação da segurança privada favorece a ação de pessoas que, por desconhecimento ou oportunismo, continuam contratando pessoas despreparadas, como os “vigias”, colocando vidas em risco e gerando o conflito de nomenclatura e até mesmo a morte de centenas de pais de família.

Somos defensores de um novo projeto que crie o estatuto da segurança privada com regras claras para o exercício da profissão de vigilante bem como para a criminalização da contratação e do exercício ilegal da profissão como forma de combate a exploração de mão de obra e a venda ilusória de serviços de segurança por pessoas despreparadas.

Todo profissional que exerce legalmente sua função dentro do ramo da segurança privada deve ser reconhecido como vigilante em todos os segmentos da segurança privada (pessoal, patrimonial, transporte de valores e escolta armada).

>VEJA ONDE SURGIU A PRIMEIRA EMPRESA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E FORMAÇÃO DE VIGILANTES NO BRASIL !

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 16/05/2011 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

>

                                                            SEGURANÇA PRIVADA
 Era final da década de 1920 em São Paulo. Uma época em que ainda se escrevia empreza, com “z”.
O empresário Julio Kuperman, então proprietário de uma loja de chapéus na Rua Santa Efigênia, voltava de uma viagem aos Estados Unidos trazendo na mala uma idéia revolucionária: a prestação de serviços “sob empreitada”.
Esta era a forma mais adequada, na época, de definir o que conhecemos como terceirização. Nascia assim, em 1927, a Empresa Limpadora Paulista, hoje conhecida apenas como Paulista – a primeira prestadora de serviços do Brasil.
Seus primeiros clientes foram “escritórios, igrejas e apartamentos” da capital paulistana. Entre os destaques, estava o Edifício Martinelli – na época, o mais alto arranha-céu da América Latina, e que ainda hoje é atendido pela empresa e Grupo GTP.
Com a grande demanda de prestação de serviços a vigilância foi crescendo até que então a empresa GTP pioneira no serviço de terceirização de serviços passou à formação a empresa EMFORVIGIL uma das acionistas do grupo GTP.
1988 – A EMFORVIGIL iniciou suas atividades, com o objetivo de atender às necessidades de suas acionistas (11 empresas de segurança e vigilância de São Paulo) na formação e reciclagem de vigilantes, em cumprimento às exigências da lei 7.102/83 e suas regulamentações.
Desde o inicio de suas atividades e até o final de 1991, a EMFORVIGIL atendia, basicamente, as empresas acionistas e mais alguns poucos clientes que com ela mantinham contratos de prestação de serviços.
1992 – A partir de meados desse ano, alterando sua linha de atuação, a EMFORVIGIL abriu-se para o mercado, passando a atender a muitas outras empresas de vigilância, empresas com segurança orgânica e também particular. Adotando um processo de crescimento gradual e sustentado, transformou-se rapidamente na maior empresa de formação e treinamento de profissionais de segurança do Brasil.
1994 – Com destacada posição no mercado e percebendo a necessidade de aprimorar seus procedimentos internos de administração e de atendimento ao cliente, a EMFORVIGIL optou por implantar seu sistema de qualidade, diferenciando-se da concorrência no mercado de segurança privada.
Começou a preparar-se para ter um sistema de qualidade, adequando seus procedimentos às normas ISO 9000.
1995 – Após longos meses de treinamento e adaptação, a EMFORVIGIL logrou conquistar a ISO 9002, concedida pelo BVQI – Bureau Veritas Quality International, tornando-se a primeira empresa de treinamento e formação de pessoal para serviços de segurança a receber tal certificação, em toda a América Latina.
A certificação de seu sistema de qualidade fez a EMFORVIGIL crescer ainda mais, aumentando sua participação no mercado e solidificando sua posição de líder.
1997 – Vislumbrando o crescimento do mercado de segurança privada no Brasil, a EMFORVIGIL adquiriu e executou obras de adaptação em um edifício, com mais de 3.000 m2 de área construída, para sediar a empresa, melhorando as condições de atendimento a seus públicos interno e externo.
1998 – Entre o final deste ano e o inicio de 1999, a EMFORVIGIL transferiu-se para sua sede própria, localizada no hospitaleiro bairro do Bom Retiro, bem próximo ao centro da cidade de São Paulo.
2007 – A EMFORVIGIL continua sua trajetória de sucesso, mantendo sua posição de liderança no segmento de cursos de segurança. Conta atualmente, com mais de 400 empresas, entre as maiores e mais conceituadas no país. 
Seu maior patrimônio, contudo, está representado por seus alunos, funcionários e prestadores de serviço: mais de 250.000 alunos formados e reciclados em seus 16 anos de existência!
              http://www.emforvigil.com.br

>QUAL A FUNÇÃO DE UMA GUARITA, QUAL SUA UTILIDADE E ONDE SURGIU ?

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 01/04/2011 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

>

SEGURANÇA PRIVADA

Nós profissionais de segurança privada e pública muitas das vezes tiramos nosso turno de serviço em guaritas que são colocadas em locais estratégicos de preferência próximo ao perímetro de cercas ou muros, estas guaritas além de não serem confortáveis torna-se um alvo fácil para ação de marginais pois trata-se de um posto fixo, por este motivo à atenção deve ser redobrada, pois devemos lembrar que para dar segurança precisamos primeiro ter a nossa segurança, guaritas geralmente alvos fáceis para ação de uma possível ação de marginais, pois se o segurança de plantão não estiver atente poderá ter o famoso elemento surpresa que seria a sua rendição e até mesmo sua própria vida, por este motivo fique em QAP total guarda!
No dicionário da língua portuguesa  Aurélio significa  a palavra guarita sf. 1. Torre nos ângulos dos antigos, baluartes, para abrigo das sentinelas. 2. Casinha portátil geralmente feita de fibra de vidro o qual é para o mesmo fim.
Uma guarita, em arquitetura militar, é uma pequena torre com frestas ou seteiras, geralmente erguida no ângulo mais saliente de um baluartes de uma fortificação, com a função de proteção das sentinelas.Modernamente também designa uma pequena estrutura móvel ( guaritas de fibra ) ou estrutura de concreto ( guarita de concreto ) com as mesmas funções , geralmente disposta para guarnecer um portão ou entrada, este tipo construção é primitivo, surgiu na intenção de vigiar e controlar o acesso de pessoas com a melhor visualização possível veremos a seguir alguns modelos de guarita.
GUARITA MÓVEL

GUARITA FIXA DE ENTRADA = ( Portaria )

ARQUITETURA MILITAR
A arquitetura militar pode ser considerada com um ramo da arquitetura destinada à edificações de estruturas defensivas. Dada a especificidade desta sub-área, agrupam-se assim semelhanças características neste tipo de construções, como nos castelos e fortalezas,moldados segundo as técnicas de determinadas épocas e regiões.

TORRE
Torre (do latim turris) é um termo que designa uma estrutura alta, de arquitetura ou engenharia, em que a altura é bastante superior à largura apresentando uma demarcada verticalidade. Pode ser edificada para diversos fins (como defesa, comemoração ou optimização de espaço) e a sua morfologia tem apresentado algumas variantes ao longo do tempo em que, do mesmo modo, variam os materiais de construção (madeira, pedra, ferro, betão, etc.). De um modo geral pode ser edificada como estrutura auto-portante independente ou como parte integrante de um edifício e a sua planta pode variar formalmente; circular, quadrangular ou poligonal.

Evolução
Já na antiguidade se edificavam torres e o zigurate babilónico é um desses primeiros exemplos de construções em altura, a par com outras tipologias desenvolvidas por outras civilizações, como o minarete islâmico de função religiosa presente na mesquita ou o Farol de Alexandria com funções de observação e vigilância.
Mais a oriente o templo indiano possui também uma torre sobre a ala principal de colocação da representação da divindade em pé. Esta torre, denominada Sikhara, pode ser circular, quadrangular ou octogonal e pode mesmo ser substituída por uma cúpula achatada, caso a divindade no seu interior seja representada na posição sentada (de Ioga).
O pagode também muito presente a oriente, refere-se à edificação chinesa e japonesa composta por diversos níveis em altura (em número ímpar), em que se sobrepoem vários telhados de beirais curvos e prolongados que retrocedem em largura até ao topo. A planta é de forma variável (quadrangular ou poligonoal) e a estrutura pode ser construída em madeira ou mármore com decorações escultóricas e sinetas. Também se pode referir à edificação religiosa indiana stupa que do mesmo modo é composta por diversos níveis e reduz a sua largura progressivamente em direcção ao topo.
Edificavam-se também na antiguidade torres integradas nas muralhas defensivas ladeando as portas de acesso à povoação ou cidade e que, durante o período grego, passam a ser dispostas a distâncias regulares entre si apresentando uma planta circular ou semi-circular.
A Idade Média assume a torre com um elemento arquitetónico de extrema importância funcional e simbólica e as suas dimensões variam até à monumentalidade de pesadas construções em pedra. Podem ser para vigia e observação colocadas na área envolvente de uma determinada povoação de modo a assegurar a sua defesa (Torre de vigia, também Guarita no baluarte), ou servirem de habitação (Torre medieval). Mais tarde o seu caráter defensivo é acentuado e a torre passa a fazer parte integrante do castelo distribuindo-se por pontos estratégicos ao longo das muralhas. No interior do recinto situa-se a torre principal que evolui até se tornar na habitação defensiva do senhor feudal, com planta quadrangular e interior em madeira (Torre de menagem). O castelo possui também ainda uma torre forte que serve de atalaia (Torre Albarrã, ou Torre do haver, caso ali se guarde o tesouro real).
Com o fim do feudalismo a cidade e o poder burguês vão-se apoderar da torre como elemento simbólico da independência administrativa, aplicando-a a palácios comunais e câmaras municipais (Torre comunal). Esta aplicação vai ter especial impacto a norte da Europa (França, Bélgica, Holanda) no final da Idade Média, em que as instituições governativas da cidade apresentam uma torre esguia de proporções exacerbadas em comparação com os edifícios em que estão integradas.

SETEIRA
Uma seteira, em arquitetura militar, é uma abertura ou um rebaixamento na muralha, que em sua primitiva concepção permitia aos defensores (arqueiros, besteiros) lançar suas flechas;
Bastante empregada na arquitetura medieval, pode ser descrita como um vão de alvenaria na forma de uma faixa vertical, cuja altura corresponde a aproximadamente cinco vezes a sua largura. Em geral, possui peitoril de aproximadamente trinta centímetros e o seu topo dista aproximadamente trinta centímetros do teto.
Conforme o período construtivo e a sua região pode ser simples ou cruzetada. Com a introdução das armas de fogo, a partir do século XIV, algumas apresentam adaptação para tiros de arcabuz, mosqueteou pequenos canhões. Os vãos circulares abertos para essas primitivas peças de artilharia são chamados troneiras.

BALUARTE
Um baluarte (do provençal baloart, do neerlandês bolwerk) ou bastião (do francês bastion), em arquitectura militar é uma obra defensiva, situada nas esquinas e avançada em relação à estrutura principal de uma fortificação abaluartada.
História
O baluarte surgiu pela primeira vez na Itália, em fins do século XV, tendo alcançado a sua máxima expressão com o marquês de Vauban, na França, na segunda metade do século XVII.
Era utilizado como plataforma de artilharia, para cruzar fogo com os baluartes vizinhos, impedindo o assalto inimigo às cotinas situadas entre eles.
Observe-se que Duarte de Armas, em Portugal, e outros autores do início do século XVI, período em que a nova terminologia ainda não era muito difundida, empregaram o termo “baluarte” para designar qualquer obra fortificada.
Características
O baluarte tem, normalmente, um formato pentagonal, apresentando duas faces, dois flancos e uma gola (linha pela qual está ligado à estrutura principal). Normalmente é sustentado por muralhas de alvenaria e preenchido com terra apiloada.
Em relação aos castelos medievais, constitui-se numa defesa mais baixa e larga, melhor adaptada ao emprego da artilharia, que se difundiu na Europa a partir do século XV.
Tipos de baluarte
Baluarte em tenalha: aquele cujo ângulo flanqueado forma um reentrante;
Baluarte truncado: aquele cujo ângulo flanqueado é substituído por um ou dois ângulos reentrantes;
Baluarte de orelhões: aquele cujos ângulos retirados e convexos estão cobertos até ao centro por uma extremidade da face conhecida por “orelhão”;
Baluarte destacado: reduto isolado em forma de baluarte;
Baluarte duplo: aquele que possui um baluarte menor dentro dele;
Baluarte terraplanado: aquele que, além do terrapleno normal da praça, era ainda cheio no seu interior com outro terrapleno, ficando mais reforçado;
Baluarte plano: aquele que tem meias golas em linha reta;
Baluarte real: aquele que apresenta dimensões muito elevadas, com vários entrincheiramentos e com capacidade para albergar uma grande guarnição;
Baluarte regular: aquele cujas linhas e ângulos correspondentes são iguais entre si;
Baluarte simples: aquele cujo terrapleno acompanha as suas faces e flancos, deixando um espaço vazio no centro, que pode ser utilizado para se construir alguma edificação;
Baluarte vazio: aquele sem qualquer terrapleno;
Meio-baluarte: aquele que apenas tem uma face e um flanco.

FORTALEZA ( Arquitetura militar )
Uma fortaleza (do latim fortis = forte, e facere, fazer) é uma estrutura arquitetônica militar projetada para a guerra defensiva. A humanidade vem erguendo este tipo de estruturas por milhares de anos, com uma variedade de desígnios crescentemente complexos.Em termos técnicos, uma fortaleza é composta por duas ou mais baterias de artilharia, distríbuídas em obras independentes, e com largo intervalo entre si. Por outro lado, um forte é composto de uma ou mais baterias na mesma obra. Algumas instalações militares são conhecidas como fortes, embora nem sempre sejam fortalecidos. A palavra fortificação também pode se referir à prática de melhorar a defesa de uma área com trabalhos de defensiva.
As estruturas de fortificação normalmente são divididas em duas categorias:
Fortificações permanentes - erguidas com todos os recursos que um Estado pode prover em termos de habilidade construtiva e mecânica, empregando materiais duradouros.
Fortificações de campanha (ou de campo) - erguidas no contexto de um combate ou de uma guerra, por tropas no campo, com o emprego de materiais locais que não exijam muita preparação, como terra apiloada, madeira de mato (faxina) e etc.
Na segunda categoria ainda podem ser consideradas as fortificações semipermanentes, aquelas que, no curso de uma campanha, se tornam necessárias para proteger alguma localidade propiciando uma defesa permanente e que podem ser erguidas com o trabalho de civis e em pouco tempo.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Guarita

VIGILANTES E RELAÇÃO COM O CLIENTE

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 28/10/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL



                                              SEGURANÇA PRIVADA
O Vigilante ao desempenhar suas atribuições legais (conforme a lei 7102/83) e também àquelas designadas pelo cliente, é o representante máximo de sua empresa no posto de trabalho (cliente). Cabe a este profissional estabelecer no decorrer da execução dos serviços as melhores relações ético-profissionais com o cliente (e na realidade adaptar-se às rotinas e exigências do cliente).
Entretanto, nestes processos de adaptação aos clientes, ocorrem desvios de função do profissional Vigilante onde o mesmo exerce atividades (que apesar de serem em parte decorrentes das rotinas do posto, impedem e/ou dificultam a plena execução do serviço inicialmente contratado, ou seja, segurança patrimonial); existem, correntes de pensamentos que justificam estas práticas a globalização nas relações econômicas e evolução dos sistemas e relações trabalhistas onde existe a procura de profissionais aptos a atuarem em diversas funções correlacionadas a profissão de origem (procura-se um Vigilante que seja Conferente, Telefonista, Manobrista, Copeiro…), o que não pode ser confundido com exigência de um grau maior de especialização do profissional Vigilante. 
No que tange as relações com o cliente o Vigilante por ser o representante máximo de sua empresa, deverá procurar a solução das questões pertinentes às rotinas de trabalho no posto junto ao cliente e levará ao conhecimento de seus superiores hierárquicos na empresa, questões que não possa e/ou tenha condições de resolver. Muitas empresas prestadoras dos serviços de segurança privada desconhecem e/ou fingem desconhecer, que o profissional que está no posto de serviço é o responsável direto pela manutenção do contrato de serviços, pois se executar estes serviços com má disposição ou desídia, prejudicará os interesses de sua empresa na parte contábil (receita) e marketing (imagem da empresa). 
Em relação às empresas tomadoras de serviços, existe o problema chamado desvio de função onde o prestador de serviços (Vigilante) é sobrecarregado com funções não compatíveis com o serviço de segurança patrimonial; existem casos onde o Vigilante é exposto a condições insalubres sem o fornecimento e capacitação para o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Estas questões estão sendo geradoras de processos juntos às Justiças do Trabalho regionais devido à falta de atenção dos departamentos comerciais e operacionais das prestadoras de serviço (durante a avaliação dos postos de serviço na fase de implantação do contrato) e da parte do contratante que muitas vezes deixa totalmente os encargos trabalhistas por conta da prestadora, não efetuando periodicamente, verificações quanto à situação da empresa em relação a seus funcionários (pagamento de salários em dia, treinamento e qualificação, registro aos órgãos de segurança, situação perante INSS e Receita Federal…).Quando existe a integração entre prestador e tomador de serviços, ocorre a excelência nos serviços.

Ver matéria sobre vigilante prestativo ou preventivo.




Fonte: www.oguedes.com 

Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

LIVRO DE OCORRÊNCIAS: QUAL A SUA IMPORTÂNCIA ? PARA QUE SERVE?

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 25/09/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL
SEGURANÇA PRIVADA

Quando entramos numa delegacia de polícia, a primeira solicitação que fazemos é a elaboração de ocorrência polícial, conhecida popularmente por BO – Boletim de Ocorrência.
Assim como as delegacias de polícia registram crimes e contravenções o vigilante ou porteiro  deve registrar também ocorrências que influenciem direta ou indiretamente na segurança do posto de serviço . Esse registro é de suma importância para o controle e gerenciamento das normas procedimentais de segurança, pela empresa ou no caso de condomínios a Assembléia  de Moradores.
As ocorrências lavradas no Livro de Ocorrências Gerais referem-se:
- Crimes ocorridos dentro do posto de serviço ou condomínio  (ex: assalto, pichação, risco em capo de veiculo, furto de toca fita na garagem etc.) ou em suas proximidades (furto de auto na frente do posto de serviço ou condomínio , assalto, a transeunte etc.); tudo deverá ser observado pelo profissional de segurança ou porteiro.
- Reclamações de funcionários da empresa ou moradores de condomínios   ou domésticos;
- Qualquer constatação de desrespeito ás normas procedimentais de segurança estabelecidas pelo cliente ou síndico;
- Fato inusitado ou suspeito. O vigilante ou porteiro com foco em segurança, deve ficar alerta durante o serviço, para fatos inusitados ou suspeitos que possam ocorrer.Anotar placas de veículos ou motos, sempre é uma boa pedida. Todos os acontecimentos estranhos e fora do normal, devem ser registrados no Livro de Ocorrências;
- Qualquer tipo de desavença no interior do posto de serviço  ou no portão de entrada de pedestres ou veículos devem ser observadas;
- Dano ou inoperância de equipamentos de segurança como CFTV, alarmes, sensores, automatização de motores, e etc…;.

O vigilante ou porteiro  deverá anotar no livro de ocorrências a data, hora, pessoas envolvidas, características físicas de pessoas e veículos suspeito e redigir um breve relato do ocorrido.
Não existe um padrão estabelecido pelas empresa de segurança  de como preencher um livro de ocorrências ,  mas como profissional à 16 anos  e pela experiência que tenho  deixo aqui um exemplo de como preencher um livro de ocorrências  de maneira organizada e operacional que mostrará ao cliente e a sua empresa  que você presta um serviço de qualidade e organização , vejamos à seguir  um exemplo simples  de como  preencher um livro de ocorrências com dados completos e necessários para um bom desempenho de trabalho.
Aproveitando deixo aqui apenas um  reforço de lembrar à  todos os  profissionais  de segurança independente da sua  área operacional de atuação  que  antes de recebimento ou passagem de turno de serviço o profissional tem como obrigação vistoriar todo material e relacionar as suas avarias, para que isto não venha trazer complicações futuras e ressarcimento deste  material.
Tenham  sempre  em mente que a maior e mais poderosa arma do vigilante é a CANETA pois se não registrar os fatos ocorridos como poderá  se  proteger das peculiaridades de sua  profissão que aliás são muitas  porque o que mais  temos  é  o dever e não o  direito.
Outra boa dica que dou ao vigilante ou porteiro é que registre tudo em livro o que está relacionado ao seu turno de trabalho bem como por exemplo  uma nova norma interna ou mudanças de rotina de trabalho, se possível sempre anote os dados completo desta  pessoa responsável que está determinando está nova norma e se possível  em seguida após o registro dos fatos  peça por gentileza  para que a  mesma  assine a nova determinação ou norma, já em  postos de vigilância ou portaria sempre temos um responsável pela segurança o qual será comunicado do fato para que tome conhecimento e as providências necessárias, isto além  tirar sua  responsabilidades  não lhe compromete nas infrações de pessoas que estão  infringindo  as normas internas.
No mais tenho um bom trabalho porque o que queremos provar é que não somos apenas qualificados e sim os melhores.
MODELO DE PREENCHIMENTO DO LIVRO DE OCORRÊNCIAS:

- Assumo o turno de serviço com todo material de apoio em ordem e as normas em vigor descrita sem alteração:
  1. EMPRESA: exemplo:(FALMIX SISTEMAS DE SEGURANÇA)
  2. POSTO DE SERVIÇO: exemplo:( Transportadora UNICOM S/C)
  3. END: exemplo:( Rua: Gauinacam 45 – Capoão )
  4. CIDADE / DATA: exemplo: Tramantina,JO 25 de setembro de 2010 ( SÁBADO)
  5. VIGILANTE DE SERVIÇO ou EQUIPE DE SERVIÇO: exemplo: (Vgt: Paulo Lima Mello Matr: 02378-6), se tiver mais profissionais relacionar todos como equipe de serviço.
  6. MATERIAL DE SERVIÇO: ( Relacionar todo material de apoio como  numeração ou selo de patrimônio que vem nos  materiais de apoio como por exemplo nº revólver,  nº placas balísticas ,nº rádio NEXTEL ou HT, nº das  baterias, nº carregador de rádios, nº das tomadas e etc…;os que não tiverem numeração apenas relacione.
  7. RECEBIMENTO DE SERVIÇO: exemplo:( Vgt: João Ubaldo Ribeiro Matr: 04569-8 )
  8. OCORRÊNCIAS: A que se refere as ocorrências do turno anterior o qual foi relatada pelo outro funcionário  e que vc irá colocar apenas uma observação do fato, caso não tenha ocorrido nada  coloque apenas Nada houve a registrar
  9. PASSAGEM DO SERVIÇO: exemplo: (Vgt: Carlos Antonio Pirulla Mat: 02345-7)
ABERTURA DO LIVRO:
REGISTROS:
I – Faça-se uma numeração pessoal para os fatos ocorridos por exemplo. I, II, II.
Após os registros dos fatos ocorridos no decorrer de seu turno, faça-se o fechamento do livro.
FECHAMENTO DO LIVRO
Encerro o turno de serviço com todo material de apoio em ordem e as normas em vigor descrita sem alteração.
CIDADE / DATA.:exemplo:( Tramontina, RS 25 de setembro de 2010.) SÁBADO

* Outro fato muito importante é que após todo fechamento do livro e passagem de turno colocar o seu nome e do vigilante ou porteiro que está recebendo o serviço para que ambos tome ciência  dos fatos  ocorridos e relatados e que assim se estiverem de acordo assine.

______________________                             ____________________
Paulo Lima Mello                                                    Carlos Antonio Pirulla
Vigilante diurno:                                                        Vigilante noturno



Cadastra-se nos sites de relacionamento da SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL, e participe das enquentes do blog, bem como deixe sua mensagem no mural de recados do blog fique à vontade para navegar e usufruir do que o blog tem e muito  obrigado pela visita e seja sempre bem vindo, divulgue está canal de informação e relacionamento dos profissionais de segurança,  caso deseje cadastre o seu e-mail e receba novidades e notícias da SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL.

Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

20 DE JUNHO – DIA NACIONAL DO VIGILANTE

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 29/06/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

SEGURANÇA PRIVADA

No dia 20 de junho aqui no Braisl é comemorado o Dia Nacional do Vigilante e nesta data fica aí quem é o vigilante no seu dia a dia.
Quem é o vigilante?
É aquele que…
Está de pé quando todos estão sentados,
Está acordado quando todos estão dormindo,
Está velando quando todos estão tranquilos,
Expõe-se ao risco quando todos estão sem perigo,
Vê a realidade quando todos estão sonhando,
Fala consigo próprio por não ter ninguém a lhe ouvir,
Ignora o sono quando todos dele desfrutam,
Está consciente quando todos estão inconscientes,
Vigia patrimônio alheio enquanto o seu está sem vigília,
Protege vidas enquanto a sua está desprotegida,
Tem um livro de ocorrência e uma caneta como seus defensores,
É humano e não tem direito de errar,Faz da observação ferramenta de sua proteção…Por acaso alguém lhe agradece quando o dia amanhece?
Alguém reconhece o bem que ele merece?
Ele é só um vigilante…
Nas palavras escritas pelo poeta Caetano Pavão, do Amapá, estão expressos os sentimentos de uma categoria que luta por seu reconhecimento.
Parabéns pelo seu dia companheiro!
Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

CRACHÁ – HAVENDO REGULAMENTAÇÃO O USO É OBRIGATÓRIO

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 02/06/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

SEGURANÇA PRIVADA

Várias empresas enfrentam a resistência pelo uso do crachá, tanto entre os clientes internos quanto pelos visitantes.
Usar crachá significa segurança, porque, além de identificar o colaborador, ajuda a detectar pessoas estranhas ao ambiente de trabalho, especialmente em locais de grande circulação, podendo evitar situações de risco.
O crácha é um cartão de identificação que tem por objetivo, justamente, identificar o empregado que faz parte do quadro de empregados da empresa.
Há empregados que são resistentes em utilizar o crachá e tentam ridicularizar este procedimento, alegando que não precisam de um pedaço de plástico para serem reconhecidos dentro da empresa.
O fato é que o crachá, além do objetivo acima indicado, também possui outras funções importantes como o meio pelo qual o empregado se utiliza para fazer o registro de entrada e saída no ponto. Além disso, o seu uso traz segurança para o próprio empregado, pois em empresas que possuem um quadro muito grande de pessoal, o fato de uma pessoa estar ou não portando o crachá da empresa garantirá ou não o acesso dela a determinados setores ou a determinados ambientes da empresa.
Isto possibilita que a empresa evite que pessoas estranhas e que tenham má intenção, pratiquem atos contra os seus empregados ou contra a própria companhia.
Embora muitos acreditam que não há qualquer legislação que discipline o seu uso, a Norma Regulamentadora – 11 estabelece que, no caso de empresas que tenham equipamentos de transporte motorizado (empilhadeiras, por exemplo), os operadores devam ser habilitados e só poderão dirigir se durante o horário de trabalho portarem um cartão de identificação, com o nome e fotografia, em lugar visível.
Não obstante, para outros setores não previstos na NR-11, a CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas possibilita que o empregador se utilize de seu poder diretivo para estabelecer, por meio de políticas ou procedimentos internos, bem como de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o uso obrigatório de crachá.
Caso a empresa não estabeleça o uso do crachá pelos meios citados no parágrafo anterior, poderá fazê-lo, ainda, por meio de aditivo contratual coletando, previamente, a assinatura de cada empregado dando-lhe ciência da obrigatoriedade do uso.
Como não há um padrão legal a ser obedecido, cada empresa poderá estabelecer um modelo específico de acordo com suas necessidades, inserindo os dados de seus empregados que melhor lhe convir, tais como:
Frente do crachá:
nome (fantasia) da empresa;
foto do empregado;
nome completo ou “nome de guerra” do empregado;
Verso do crachá:
estabelecimento ou setor onde trabalha;
tipo sanguíneo;
carteira de trabalho ou RG;
Havendo a regulamentação por parte do empregador, o empregado será obrigado a utilizá-lo, sob pena de advertência, suspensão ou outras medidas disciplinares que a lei ou a convenção coletiva assim o estabelecer.
Também poderá estar sujeito às penalidades previstas os empregados que se utilizarem de crachás de outros para registro de ponto ou outra finalidade diversa que não a estabelecida.
Vale lembrar que cabe ao empregador agir dentro dos limites de seu poder diretivo aplicando as sanções com razoabilidade, uma vez que configurado o abuso de poder, as penalidades aplicadas com excesso poderão ser revertidas na Justiça do Trabalho.
No caso do vigilante, a obrigatoriedade é da Policía Federal conforme veremos abaixo na Portaria 387/2006 DGDPF Capítulo X Do uniforme do vigilante Art 103 cap I à III e prevê uma multa para empresa cada vez que o profissional foi flagrado em serviço sem a devida identificação.
CAPÍTULO X
DO UNIFORME DO VIGILANTE
Art. 103. O uniforme do vigilante é obrigatório e de uso exclusivo em serviço, devendo possuir características que garantam a sua ostensividade.
§ 1º A fim de garantir o caráter ostensivo, o uniforme deverá conter os seguintes elementos:
I – apito com cordão;
II – emblema da empresa;
III – plaqueta de identificação do vigilante(crachá), autenticada pela empresa, com validade de 06 (seis) meses, constando o nome, o número da CNV – Carteira Nacional de Vigilante e fotografia colorida em tamanho 3 x 4.
§ 2º O traje dos vigilantes empenhados na atividade de segurança pessoal não necessitará observar o caráter da ostensividade, aplicando-se quanto a estes o disposto no art.37, § 2º.
§ 3º A validade da plaqueta de identificação do vigilante poderá ser aposta de forma a ser substituída a cada vencimento sem que seja necessária a reprodução de todo o documento. (Texto alterado pela Portaria nº408/2009-DG/DPF)
Caso o empregador comprove a má utilização ou o descuido na sua manutenção, poderá prever em procedimento interno ou convenção coletiva que o empregado arque com a despesa na confecção do novo crachá.
Por outro lado, havendo o desgaste natural na sua utilização e sendo necessária a substituição, cabe ao empregador providenciar, sem qualquer ônus ao empregado.
Como o uso do crachá normalmente é determinado pelo empregador, cabe a este fornecê-lo aos empregados gratuitamente. No entanto, assim como toda ferramenta de trabalho, o empregador poderá estabelecer que o empregado deve, além de usar, zelar pelo crachá fornecido e utilizá-lo para a finalidade a que se destina.
Caso o empregador comprove a má utilização ou o descuido na sua manutenção, poderá prever em procedimento interno ou convenção coletiva que o empregado arque com a despesa na confecção do novo crachá.
Por outro lado, havendo o desgaste natural na sua utilização e sendo necessária a substituição, cabe ao empregador providenciar, sem qualquer ônus ao empregado.

*OBS: A respeito do crachá do vigilante o mesmo díficilmente será confecionado em plástico PVC pelo empregador como é visto por outros colaboradores da empresa ou prestadores, devido a troca obrigatória que deve ser de 6 em 6 meses o qual gera alto custo para empresa.

Autor: Sergio Ferreira Pantaleão
Fonte: http://www.guiatrabalhista.com.br/ e http://www.dpf.gov.br/
Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

CLANDESTINIDADE: O PERIGO ATRÁS DA PORTA

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 10/05/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

SEGURANÇA PRIVADA

Contratar empresas de segurança irregulares pode tornar-se crime.
A prática clandestina de segurança privada ainda continua em alta. Só no Paraná, estima-se que mais de 700 empresas atuem sem autorização, sendo que apenas 81 estão em dia com a regularização. Em 2008, na última operação da PF- Polícia Federal Brasileira, 53 empresas receberam notificação para encerrar as atividades. Porém, os casos continuam aumentando porque não há uma legislação rigorosa que impeça definitivamente a prestação de serviços de segurança privada clandestina.
Um grande agravante para que essas contratações ainda existam são os preços inferiores oferecidos por estas empresas por não terem o aparato legal e o custo com o treinamento e capacitação dos profissionais. Com isso, a contratação com a garantia de uma suposta segurança pode se tornar um perigo. A própria população contribui para essa situação ao buscar serviços baratos sem investigar a procedência dos mesmos. O delegado da PF- Polícia Federal e chefe da Delegacia de Controle da Segurança Privada (DELESP), Jorge Quirilos Assis, conta que a PF exige o cumprimento de uma série de normas. “Para manter uma empresa regularizada têm custos. As clandestinas não cumprem nenhuma determinação, oferecem tudo mais barato e muita gente aceita o serviço, afirma”
‘O profissional irregular não está preparado adequadamente. Além disso, pode-se levar um bandido para dentro de casa”, alerta João Soares presidente Sind.Vig.de Curitiba e Região. Atualmente existem empresas regularizadas com opções para todos os bolsos. A busca por preços baixos não justifica a contratação de alguém despreparado. Soares destaca a importância das autoridades e da mídia focarem na irresponsabilidade do contratante, que atualmente é solidário com as clandestinas. “Uma campanha deve ser feita para conscientizar as empresas quanto a responsabilidade na hora de contratar serviços de segurança. Se não houver quem contrate as irregulares, deixarão de existir”, completa.
PROJETO LEI
A legislação que rege a segurança privada foi criada em 1983 e já está ultrapassada. “Precisamos com urgência de uma renovação. As empresas, empregados e contratantes precisam ter punições maiores” , afirma Soares.
Enquanto isso, na Câmara Federal, está em tramitação o Projeto de Lei 6510/2009, que caracteriza e a administração de serviço de segurança clandestina, tanto de segurança patrimonial quanto de proteção pessoal. Se aprovado, haverá pena de um a dois anos de prisão para quem desempenhar a função sem treinamento e registro e de até quatro anos para os proprietários e sócios de empresas irregulares. Atualmente, o serviço clandestino é considerado apenas um ílicito administrativo e a pena prevista é somente o cancelamento das atividades.
De acordo com a deputada federal Eliene Lima, autor do projeto, quem contrata seguranças deve garantir que estes profissionais estejam capacitados e cadastrados pela PF- Polícia Federal. “Os empresários têm que se informar sobre a qualidade do pessoal que está contratando. O serviço irregular pode ser mais barato, mas, com a aprovação do projeto, pode sair mais caro pagar uma indenização do que contratar uma empresa regularizada”, alerta.
Segundo a previsão do projeto, em caso de danos, o contratante poderá pagar uma indenização de até R$100 mil às vítimas, além dos custos de tratamento médico. Em caso de reincidência, o valor da indenização será o dobro. Para Quirilos, a aprovação do projeto certamente será um obstáculo para as empresas que insistem em prestar serviços de segurança de forma irregular e pode contribuir para diminuição desses casos.
TREINAMENTO ESPECÍFICO
Para se tornar um vigilante no Brasil é preciso passar por um treinamento nas escolas de formação de vigilantes, que também devem ser fiscalizadas, autorizadas e regulamentadas pela Polícia Federal. Atualmente, há 13 escolas regularizadas no Paraná. Em 160 horas de curso, há aulas de legislação específica e de direitos humanos, armamento e tiro, técnicas de entrevistas e noções de atendimento de primeiros socorros e incendio.
Informações sobre as empresas regularizadas e registradas devidamente na PF- Polícia Federal estão disponíveis no site da PF (http://www.dpf.gov.br/) ou através da Federação (FETRAVISPP) e dos sindicatos filiados de cada região do Brasil.
Matéria: Revista Vigilante em Foco 2010
Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

A PLURALIZAÇÃO DA SEGURANÇA

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 10/05/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

seguranca-privada 200px-Blindado-CORE

Cenário atual e perspectivas futuras para a segurança privada no Brasil.

Nas últimas décadas, o mundo em geral e o Brasil em específico, experimentaram grandes transformações nas formas de garantir a segurança física e patrimonial de indivíduos e grupos sociais. A preservação da incolumidade das pessoas e do patrimônio deixou de ser uma atribuição do Estado.

Por um lado, organizações públicas e privadas das mais variadas assumiram a responsabilidade de cuidar de sua própria segurança, seja diretamente (por meio de segurança orgânica) ou através da terceirização de serviços de proteção.

Por outro lado, indivíduos e empresas passaram a oferecer os serviços de proteção demandados por aqueles. Além disso, forças policiais de alguns estados começaram a oferecer serviços de segurança para entidades privadas mediante o pagamento de taxas, ao passo que outras organizações policiais atualmente discutem a legalização do segundo emprego de policiais que prestam serviços de segurança privada (o conhecido bico policial), atividade atualmente proibida, mas amplamente tolerada e praticada no interior das organizações policiais brasileiras.

Essas transformações desafiam os conceitos de público e privado. As Policias Militares da Bahia, Minas Gerais e São Paulo, que cobram para prover segurança em estádios de futebol, executam uma forma de policiamento público ou privado? E quanto aos vigilantes empregados em empresas de segurança privada que atuam em repartições públicas, eles são responsáveis pela promoção de um tipo de segurança pública ou privada? Difícil responder ao certo. Caracterizar essas atividades indiscriminadamente como privatização da segurança pública é tarefa difícil.

Mais do que privatização da segurança pública, parece estar em curso um processo de “multilateralização” ou “pluralização” das fontes que organizam e promovem a segurança na sociedade.

Em meio a esse processo, o segmento legal de segurança privada tem desempenhado um papel importante na gestão da segurança coletiva, especialmente pelo fato de vigiar predominantemente os chamados “espaços comunais” – espaços fechados por onde circulam grande quantidade de pessoas: repartições públicas, instituições financeiras, shopping centers, hipermercados, campus universitários, complexos de entretendimento, entre outros. Por serem espaços abertos ao público localizado no interior de propriedades (públicas ou privadas), a polícia não tem nem a obrigação nem a inclinação e os recursos para oferecer o tipo de segurança intensiva que esses espaços demandam.

Com a segurança privada atuando no interior desses espaços estaríamos mais próximos de uma publicização dos serviços de proteção oferecidos do que de uma privatização da segurança pública.

Se a segurança privada está realmente desempenhando um papel importante na gestão da segurança coletiva, talvez seja hora de começarmos a pensar em um novo modelo de relacionamento entre o setor de segurança privada (mercado) e o setor de segurança pública (Estado). Em outras palavras, talvez seja o momento de tentarmos avançar de um “modelo complementar” entre segurança privada e segurança pública para um “modelo integrado”. Tal integração suporia uma divisão clara dos papéis e áreas de atuação das empresas de segurança e organizações policiais para evitar sobreposições e conflitos de interesses, mecanismos de prestação de contas das atividades de segurança privada mais apurados e algum grau de coordenação entre as forças policiais incumbidas do policiamento ostensivo e as empresas de segurança de modo a potencializar os recursos e aumentar a eficácia dos serviços de segurança disponíveis na sociedade.

Participe das enquetes do Blog, deixe seu comentário e seja um seguidor deste Blog fazendo seu cadastro gratuito, sua visita e participação é muito importante para que juntos possamos mostrar o valor da segurança privada.

Autor: Cleber da Silva Lopes – mestre em ciência política pela UNICAMP. Atualmente é doutorado do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) onde pesquisa segurança privada.

Matéria: Revista Vigilante em Foco 2010

Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

ADICIONAL DE RISCO NÃO É SUFICIENTE

Posted in SEGURANÇA PRIVADA on 27/04/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

TRANSPORTE DE VALORES

Vigilantes de carro-forte precisam de mais segurança nas operações

Assaltos a carros-fortes estão cada dia mais comuns. O maior problema é o confronto desigual. Vigilantes, munidos apenas com revólveres calibre 38 e escopetas calibre 12, enfrentam bandidos que portam armamentos antiaéreos com alto poder de destruição. Nesses confrontos, muitos ficam mutilados, perdem seus membros e outros perdem até sua própria vida.
Ter um adicional de risco de 30% não é suficiente para garantir a devida segurança dos vigilantes de transporte de valores. Coletes balísticos com maior proteção precisam ser disponibilizados e os carros precisam ser maior nível de blindagem. As empresas também fazer alterações nos esquemas de segurança e nas rotas para dificultar a ação dos criminosos. Outra medida de extrema relevância é a revisão da legislação para ampliar o poder de fogo dos vigilantes, permitindo maior possibilidade de defesa. Essas medidas são essenciais para melhorar a condição de trabalho e a segurança dos que atuam no transporte de numerários.

FEDERAÇÃO NA ÁREA
Com a intenção de unificar nacionalmente as negociações pra o transporte de valores e lutar por melhorias para o segmento, a Federação dos Empregados em Transporte de Valores e Escolta Armada (FENATRAVE) está sendo criada. O Paraná será representado por Paulo Sérgio Gomes, atual responsável pelo Departamento de Transporte de Valores e Escolta Armada do SINDVIGILANTES de Curitiba (DTV), que será o secretário geral. Adeindo dos Santos, secretário geral do Sindicato dos Vigilantes de Cascavel, também fará parte da diretoria da nova federação.
“A idéia é criar uma mobilização nacional para o transporte de valores, com uma data-base única”, afirma Paulo Sérgio. O motivo para a unificação é o fato das empresas estarem presentes em todos os estados atendendo os mesmos clientes. “Assim, os salários e os benefícios serão unificados nacionalmente”, afirma. Para Adeindo, a Federação vai agregar o trabalho a nível nacional. “Trabalhando em conjunto, teremos mais êxito nas negociações. Poderemos estender os benefícios a todos os estados e trocar informações que certamente contribuirão para o crescimento do setor”, completa.
Com previsão para entrar em atividade no segundo semestre, a FENATRAVE terá como presidente Heralde Santos, atual presidente do SINDIFORTE, no Rio de Janeiro – Brasil. “Nosso objetivo é fazer um trabalho, junto com os sindicatos, organização dos trabalhadores a nível nacional”, afirma Santos. Lutar pelo estacionamento exclusivo no país todo será uma das prioridades da FENATRAVE. “Nós somos um serviço de utilidade pública. Precisamos ter uma atenção maior por parte das autoridades para melhorar nossas condições de trabalho”, diz.
Atualmente, as empresa Prosegur, Brinks, Protege e Grupo Nordeste são os principais prestadores de serviço de transporte de valores no país. “A FENATRAVE representará todo o Brasil e terá legalidade para negociar igualmente para todos os estados”, afirma Paulo Sérgio. A sede da FENATRAVE será na Rua: General Brusse, 703, 3º andar, São Cristovão, Rio de Janeiro-Brasil.
Participe das enquetes do Blog, deixe seu comentário e seja um seguidor deste Blog fazendo seu cadastro gratuito, sua visita e participação é muito importante para que juntos possamos mostrar o valor da segurança privada.

Autor da matéria: Revista Vigilante em Foco 2010

Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 132 outros seguidores