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>COMO FUNCIONA OS REVÓLVERES ?

Posted in ARMAS E MUNIÇÕES on 02/04/2011 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

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Introdução do revólver

Em 1830, quando tinha apenas 16 anos, Samuel Colt saiu de casa e arrumou um trabalho em um navio mercante com destino à Índia. Em seu tempo vago, ele divertia-se com desenhos de uma nova espécie de arma, uma que poderia disparar repetidamente sem precisar ser recarregada. Embora inúmeras armas de repetição já tivessem sido desenvolvidas, nenhuma delas havia se tornado popular com o público, geralmente porque eram complicadas demais e de difícil manejo.
Baseado em um cabrestante do navio, Colt desenvolveu um simples cilindro giratório para munição. Inicialmente, as pessoas não ficaram particularmente impressionadas com a nova arma; mas em torno de 1850, a companhia de Colt desfrutou um sucesso fenomenal. Em 1856, ele chegava a produzir 150 armas por dia, apenas para dar conta da crescente demanda.
Extremamente simples e de altíssima confiança, a arma teve um profundo efeito social nos Estados Unidos e, mais tarde, no resto do mundo. Armado com um revólver, qualquer um poderia matar outra pessoa em questão de segundos. Guerra, crime, aplicação da lei e até mesmo discussões cotidianas encontram um elemento novo e letal.
Nesta edição do blog Segurança Privada do Brasil , veremos o princípio básico de operação do revólver para entender por que ele permanece sendo a arma mais popular depois de mais de 150 anos no mercado. Veremos também os conceitos básicos por trás das armas de fogo e algumas armas importantes que precederam o revólver.

História das armas de fogo e seus princípios
Para entender como o revólver funciona é bom saber algo sobre armas de fogo em geral. Quase todas baseiam-se no mesmo conceito simples: aplica-se um explosivo sob pressão atrás de um projétil para lançá-lo através de um cano. A mais antiga e simples aplicação dessa idéia é o canhão.
O canhão é simplesmente um tubo de metal com uma extremidade fechada e outra aberta. A extremidade fechada tem um pequeno buraco fundido. Para carregar o canhão, você coloca a pólvora, uma mistura de carvão, enxofre e nitrato de potássio e, em seguida, uma bala de canhão. A pólvora e a bala de canhão entram na culatra, a parte posterior do calibre, o espaço aberto no canhão. Para preparar o tiro, você insere um pavio, um pedaço de material inflamável, através do furo, de modo que atinja a pólvora. Para disparar o canhão, você acende o pavio. A chama queima ao longo do pavio e finalmente atinge a pólvora.

Quando a pólvora inflama, queima rapidamente, produzindo bastante gás quente no processo. O gás quente aplica uma pressão muito maior no lado da pólvora da bala de canhão do que o ar atmosférico aplica no outro lado, o que expele a bala de canhão para fora da arma a uma grande velocidade.
As primeiras armas de mão eram essencialmente canhões em miniatura; carregava-se um pouco de pólvora, uma bala feita de aço e acendia-se um pavio. Essa tecnologia abriu caminho para as armas de ativação por gatilho, como a armas de pederneira e a cápsula explosiva.

Uma cápsula explosiva (à esquerda) e uma espingarda de pederneira (à direita), dois importantes passos para as armas de fogo modernas

A espingarda de pederneira queimava a pólvora produzindo uma minúscula fagulha, enquanto a cápsula explosiva usava o fulminato de mercúrio, um composto explosivo que poderia ser inflamado com um forte golpe. Para carregar a cápsula explosiva, vertia-se pólvora na culatra, empurrava-se uma bala e colocava-se a coifa de fulminato de mercúrio no topo de um bocal roscado. Para disparar a arma, você armava um martelo para trás e puxava o gatilho da arma. O gatilho liberava o martelo, que atingia com força a cápsula explosiva. A cápsula queimava, disparando uma pequena chama no tubo em direção à pólvora. A pólvora explodia, lançando a bala para fora do cano. Consulte Como funcionam as armas de pederneira para mais informações.
Ao longo do século 19, ou seja, nos anos de 1800, a cápsula explosiva lentamente deu lugar ao revólver, que tinha que ser recarregado somente a cada cinco ou seis disparos em vez de a cada disparo. Na seção a seguir, veremos como este sistema funciona, assista o video.

O revólver
Os primeiros revólveres usavam pólvora, balas e cápsulas como as antigas pistolas de cápsula explosiva. O atirador carregava cada uma das seis câmaras no cilindro com pólvora e um projétil e depois posicionava seis cápsulas explosivas nos bocais correspondentes. Embora o procedimento de carregamento fosse tedioso, um atirador poderia ter seis rodadas totalmente preparadas com antecipação.

Na década de 1870, esses modelos foram substituídos por revólveres que usavam cartuchos de bala, em vez de pólvora e cápsulas. Os cartuchos são uma combinação de projétil (a bala), propulsor (por exemplo, pólvora) e estopim (a cápsula explosiva), todos encerrados em uma cápsula metálica.

Em um revólver moderno, os cartuchos são carregados em seis câmaras, cada uma podendo ser posicionada na frente do cano da arma. Um martelo carregado por mola é posicionado no outro lado do cilindro, alinhado com o cano. A idéia é armar o martelo para trás, alinhar um novo cartucho entre o martelo e o cano e, em seguida, liberar o martelo puxando o gatilho. A mola lança o martelo para frente, atingindo assim, o estopim . O estopim explode, inflamando o propulsor que expele a bala para fora do cano.
O interior do cano é forrado com estrias espiraladas que giram a bala para dar estabilidade. Um cano longo proporciona estabilidade, visto que gira a bala por mais tempo. A extensão da bala aumenta também a velocidade da bala, pois a pressão do gás acelera a bala por um período de tempo maior.
Nos primeiros revólveres, o atirador tinha que puxar o martelo para trás antes de cada tiro, e então puxar o gatilho para liberá-lo. Nos revólveres modernos, um simples puxão no gatilho força o martelo para trás e o libera.
A seqüência de eventos em cada disparo é muito simples, veja abaixo.
•A alavanca do gatilho empurra o martelo para trás.
•Ao se mover para trás, o martelo comprime a mola na coronha – o cabo (o diagrama acima mostra uma mola enrolada; molas de tensão desenroladas também são usadas em revólveres).
•Ao mesmo tempo, uma lingüeta ligada ao gatilho impulsiona a catraca para girar o cilindro. Isso posiciona a próxima câmara da culatra na frente do cano da arma.

•Outra lingüeta aloja-se em uma pequena depressão no cilindro. Isso estaciona o cilindro em uma posição particular de modo que fique perfeitamente alinhado com o cano.
•Quando a alavanca do gatilho é pressionada totalmente para trás, libera então o martelo.
•A mola comprimida impulsiona o martelo para frente. O gatilho no martelo se estende através do corpo da arma atingindo o estopim. O estopim explode, inflamando o propulsor.

•O propulsor queima, liberando um enorme volume de gás. A pressão do gás impele a bala para fora do cano. A pressão do gás também provoca uma expansão no cartucho da bala, fechando temporariamente a culatra. Todo o gás em expansão empurra para a frente melhor do que para trás .
•Para recarregar a arma, o atirador move o cilindro e empurra a vara ejetora, colocando em funcionamento o extrator no meio do cilindro. O extrator prende a base do cartucho usado e o remove do cilindro.
•Para recarregar, o atirador pode colocar os cartuchos um a um nas câmaras ou carregar seis de uma só vez com um carregador rápido, basicamente, um pequeno cabo de metal com cartuchos fixados na posição correta.
Nos revólveres de dupla ação, o atirador pode também puxar o gatilho para armar e disparar ou empurrar o martelo para trás com antecipação. A vantagem de armar o martelo primeiro é que o gatilho se move mais facilmente quando é disparado.
Evidentemente, é mais fácil usar um revólver do que usar que uma espingarda de pederneira ou uma cápsula explosiva. O atirador pode carregar seis tiros de uma vez e necessita somente puxar o gatilho para disparar. Entretanto os revólveres parecem muito limitados em relação às novas tecnologias: o atirador deve puxar o gatilho para cada disparo e parar para recarregar com regularidade. Em um campo de batalha, o revólver não é páreo para as modernas armas automáticas.
A duração da popularidade dos revólveres se dá pela simplicidade de seu desenho. Tudo se encaixa tão bem, que é muito raro as armas emperrem. E visto que elas são feitas com um número relativamente pequeno de partes, torna-se relativamente barata a sua fabricação. Para defesa de propriedades e crimes é adequada e de preço acessível.
De só  uma olhada neste video e veja o que esse cara faz com um revólver na mão, são 8 tiros em 1 segundo, será que ele  precisa  pistola ?

Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/

COMO FUNCIONA UM SPEEDLOADER, JET LOADER OU SPEED STRIP

Posted in ARMAS E MUNIÇÕES on 13/01/2011 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL
ARMAS E MUNIÇÕES 
A speedloader é um dispositivo usado para o carregamento de uma arma de fogo ou arma de fogo revista com munição solto rapidamente. Geralmente, speedloaders são utilizadas para carregar todas as câmaras de um revólver, simultaneamente, embora speedloaders (de modelos diferentes) também são utilizadas para o carregamento de revistas fixas tubular de espingardas e rifles, ou (com outros projetos), o carregamento de caixa ou tambor revistas speedloaders. Revólver é utilizado para revólveres ter swing out – cilindros, cilindros ou quebra-top. Non-top-break revólveres cilindro com cilindros fixos devem ser descarregados e carregados de uma câmara de cada vez.
SPEEDLOADERS REVÓLVER
O speedloaders revólver tem um cilindro completo de cartuchos de uma forma segura, espaçadas em uma configuração circular de modo a permitir que os cartuchos a cair ao mesmo tempo dentro do cilindro com facilidade. Um mecanismo é provido que permite que os cartuchos para ser liberado do speedloader quando carregado, para que quando ele for removido, os cartuchos de permanecer no cilindro. O tipo mais comum de speedloader utiliza uma trava rotativa, um outro tipo de slides os cartuchos para fora uma parte aberta, e um terceiro tipo tem uma trava que libera quando pressionado speedloaders Revolver tornar o processo de recarga encontrada um revólver devidamente recarregamento muito mais rápido que uma rodada de cada vez. Swing – out e revólveres quebra superior são destinadas a ejetar os cartuchos com um só movimento, velocidade e carregadores permitir o carregamento, mas com um passo adicional única. Speedloaders também fornecem uma maneira conveniente de carregar munição para um revólver. Enquanto speedloaders não permitem revólveres para ser recarregado tão rápido como semi armas (pelo menos, não sem muito mais prática), que fazem diminuir a diferença de velocidade de recarga.
Antes da introdução de speedloaders de revólveres, de recarga de revólveres era tipicamente realizada por carregar manualmente cada cartucho em cada câmara de bolsas de despejo, malotes de cartuchos, e o titular outro cartucho.
Antes da introdução dos cartuchos, por volta de 1861-1873, boné preto pó mais velho e revólveres bola muitas vezes foram usados com múltiplos cilindros substituíveis funcionando como speedloaders. Como o processo de recarga de uma bola e revólver PAC foi bastante demorado e em tempo consumir, levando-carregado com cilindros já fulminantes colocados nos mamilos cilindro era uma economia considerável de tempo para a recarga de um revólver. Esta prática era feito principalmente em revólveres Remington , como garrafas eram facilmente removíveis e foram realizadas por um pino do cilindro, ao contrário dos primeiros revólveres Colt, que foram mantidos juntos por uma cunha que atravessou o pino do cilindro. Isso pode ser apenas uma reenactor  prática, não um histórico. Não há registros de vendas de “garrafas sobresselentes” nos registros da Colt ou Remington. 

TIRAS  VELOCIDADE
Outra variação do speedloader para revólveres é o Speed Strip introduzidas pela Bianchi Internacional.Pretendido como uma alternativa aos círculos soltos em um bolso ou bolsa de despejo, que detém seis cartuchos de uma re-utilizáveis Neoprene tira de plástico. A faixa funciona colocando os dois cartuchos de uma ou em um momento em suas respectivas câmaras, e “quebrar” as rodadas fora da faixa para a câmara.

Ver abaixo o vídeo de como funciona um jet loader.

COMO FUNCIONA AS ESPINGARDAS ?

Posted in ARMAS E MUNIÇÕES on 16/12/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

ARMAS E MUNIÇÕES
Introdução
As primeiras espingardas surgiram no início de 1600. As de dois canos apareceram em 1873. Já a primeira espingarda moderna de repetição, desprovida de martelo, foi fabricada em 1904. No início do século, eram bastante populares. Muitas pessoas gostavam tanto das suas espingardas que as levaram consigo para a Primeira Guerra Mundial ao invés dos rifles, atribuindo-lhes o apelido de “trench guns”, em português (armas de trincheira). Desde então, elas fazem parte do arsenal militar e também do dia-a-dia de muitos civis.
Por que uma espingarda ao invés de um rifle? Bem, para cumprir sua tarefa, um projétil deve: 

  1. entrar em contato com o alvo
  2. atingi-lo em um ponto preciso
Com projéteis potencialmente mortais, que atingem uma área maior, uma espingarda pode ser comparada a uma lata de tinta spray, enquanto um rifle seria como uma caneta com ponta de feltro. Desde que o alvo esteja a uma boa distância, uma espingarda proporcionará melhores chances de atingir o objetivo com um só disparo.

Imagem cedida por Shotgun World
Winchester Super X2 de calibre 12
A espingarda é como se fosse um canivete suíço. Um instrumento indispensável em uma fazenda, em combates e para a caça. Elas são úteis tanto em situações que não são letais (como por exemplo, espantar pragas ou abrir portas trancadas durante operações policiais ou militares), como também para grandes torneios de caça e serviços de segurança privada. Saiba como funcionam as espingardas, quais os diferentes modelos e o tipo de munição própria para elas.

Qual a diferença entre uma espingarda e um rifle?

As pistolas e rifles possuem canos raiados, o que significa que existem estrias longitudinais no interior do cano. As estrias fazem com que uma bala gire, assim, ela sairá mais reta e com uma velocidade maior.


 

A maior parte das pistolas não é raiada por dentro. Com uma munição padrão como chumbo ou aço, um cano estriado irá fazer com que as partículas do disparo se juntem em um feixe apertado, diferentemente de uma espingarda.
Para que os atiradores possam controlar com precisão a propagação e o ponto de impacto de seus tiros, existem os silenciadores. Tubos que usam um cone ou uma estrutura áspera para aguçar o ângulo no qual a munição sai do cano e a distância que percorre. Alguns deles são raiados e outros não. Outros ainda são ajustáveis durante o trajeto, significando que você pode mudar o efeito sem remover o silenciador.

 

Os fabricantes de silenciadores expressão os resultados esperados, listando o volume que o mesmo constringe no cano e a porcentagem do disparo que irá atingir a área do alvo a 37 ou, em alguns casos, 23 metros. No geral, quanto mais o cano é constringido, maior é a porcentagem do impacto que atinge o alvo a 37 metros. Mas tudo isso é relativo ao tamanho e ao tipo de disparo. Por esse motivo e por todas as variáveis envolvidas (condições do tempo, do vento, cano único, etc.), não é fácil dizer com precisão como um determinado silenciador afetará o formato do disparo, e a maioria dos atiradores precisa aprender através da prática e dos próprios erros.

 

Abafamento extremo: a sawed-off

Você já deve ter ouvido sobre as espingardas “sawed-off”, ou “sawn-off”, em inglês britânico. Essas são armas cujos canos foram encurtados com a ajuda de uma serra ou ferramenta similar em 46 cm (18 polegadas). Geralmente há duas razões para que as pessoas façam esse tipo de arma: escondê-la e aumentar a expanção do disparo.
Sendo elas bem mais curtas, são fáceis de serem escondidas sob um sobretudo ou no longo cano de uma bota. Ao encurtar o cano, também se reduz o recuo da espingarda, o que torna possível manejá-la com apenas uma mão.
Como a munição percorre uma distância bem mais curta antes de se dispersar, o padrão de tiro de um cano serrado é bem mais expandido. Isso favorece ao atirador uma oportunidade bem maior de atingir o alvo mesmo que este esteja a uma grande distância.
As sawed-off não estão fora da legalidade se devidamente licenciadas. Elas requerem um registro especial.


Tipos de munição

Os cartuchos que contém projéteis são o tipo mais comum de munição de espingarda. Os projéteis são pequenas esferas feitas de vários metais que incluem chumbo, aço, bismuto, estanho e zinco.


 

Cada um dos metais se comporta de uma forma diferente. O chumbo possui algumas propriedades que o tornam um dos materiais mais eficazes para os torneios de tiro ao alvo. É relativamente pesado e, portanto, guarda bem a sua força explosiva. Também é de certa forma macio, mas se modifica quando sai do cano. Isto faz com que o padrão de tiro seja mais expandido do que no uso de outros materiais, mesmo assim desencadeia uma grande quantidade de energia. Há certa evidência de que, devido aos projéteis de aço não deformarem, eles conservam o formato arredondado durante o seu percurso, eles ferem animais sem matá-los com mais freqüência do que o chumbo.
Até o início dos anos 90, a maior parte dos projéteis era de chumbo. Os ambientalistas, ao estudarem seu efeito na ecosfera descobriram que os restos dos projéteis de chumbo deixados nos rios e florestas tinham provocado efeitos prejudiciais na vida selvagem e colocado em risco de contaminação a água potável. Os projéteis de chumbo foram banidos da caça às aves aquáticas nos Estados Unidos, desde 1992, e vários tipos de aço e liga metálica passaram a ser usados em seu lugar.
A regra do polegar para o tamanho do projétil é quanto maior o número, menor é o diâmetro. Existe um consistente padrão nos Estados Unidos, mas no âmbito mundial os números não correspondem a qualquer medição específica da tabela. No Chuck Hawks´Shot Pellet Information and Recommendations (em inglês), quadro de informações para munição, você encontrará um guia para os vários tamanhos nos Estados Unidos e para que são destinados. Na caça, uma munição menor é usada para um torneio de porte menor e a maior para um torneio maior. Munição do tipo buckshot é um projétil de calibre grande que ganhou este nome por ser usado para caçar veados. Como materiais diferentes têm pesos e características diferentes, o tamanho do projétil por si mesmo não diz muito. Por exemplo, se você está atirando com aço, deverá usar um projétil maior do que quando estiver usando chumbo em sua caçada.

Tipos de munição: balas

Balas são pedaços moldados de metal, nylon ou plástico. Na verdade, elas fazem de uma espingarda uma espécie de rifle. As balas são atiradas individualmente ao invés de feixes como os pequenos projéteis esféricos. Elas podem se apresentar em diferentes variedades de formato, mas frequentemente elas são ogivais. Elas podem ser sólidas ou preenchidas com substâncias, como explosivos ou pó incendiário.
As balas das espingardas podem ser estriadas, assim espera-se que se façam mais ágeis no ar e assim aprimorem sua extensão de vôo e precisão.
Uma razão que faz os caçadores usarem as balas se deve ao fato deles caçarem em estados americanos que baniram o uso de rifles e/ou munição buckshot. A combinação espingarda/bala oferece uma alternativa legalizada, talvez de faixa menor. Existem pelo menos vinte estados americanos que impõem restrições dessa natureza.

 


Imagem cedida por DVI
Espingarda de combate Mossberg M590/590A1 (centro)

Balas antidistúrbio também são usadas no controle de multidões (em inglês). Quando deflagradas corretamente, elas podem agir como um forte dissuasor nessas circunstâncias. Elas também são usadas na organização de competições de tiro.
Tipos de munição: sabots
Um “sabot” é um cartucho de 2 estágios, especialmente moldado. Ele tem um invólucro externo que ajuda a percorrer distâncias maiores e tem uma bala interna ou “playload”. O invólucro é desenhado para cair fora no vôo depois de alcançar certa distância. Diversas entidades ligadas à caça sugerem que a munição “sabot” é eficaz somente em longas distâncias quando atiradas por cano estriado. Para um caçador de espingarda isto significa acrescentar um silenciador estriado.
Esse projétil pode também descrever uma trajetória em forma de flecha de material que se adequa numa cápsula padrão. Uma sabot ogival é o dardo. Um dardo contém centenas de pequenas partes semelhantes a agulhas ou navalhas designadas a penetrar na couraça e infligir feridas dolorosas. Elas foram banidas pela Convenção de Genebra, mas ainda as vemos de tempos em tempos em combates e contra-terrorismo.
Munições 

  • Descarga de rompimento - espingardas são usadas pelos militares para “destravar” portas quando as tropas não sabem o que está do outro lado. Como a munição tradicional tende a ricochetear e pode machucar o atirador ou mais alguém, os “rompimentos” são usados freqüentemente. Estas cápsulas contêm um pó metálico que se espalha sob contato.
  • “Bean bags” ou “sacos de feijão” – são usados como munição de espingardas em situações de controle das multidões, pois na maior parte das vezes espantam a vítima, mas não infligem danos prolongados.
  • granadas de gás CS – espingardas de combate que podem ser usadas para espalhar gás lacrimogêneo e produtos químicos similares.
  • Sal-gema – o sal-gema é uma munição de defesa do tipo caseiro porque, segundo falam, causa fortes dores, mas sem provocar danos permanentes.

As pessoas colocam qualquer coisa dentro de uma espingarda e chamam isso de munição. Para se ter uma idéia de alguma dessas munições malucas produzidas comercialmente, confira em Everything2.com: “exotic shotgun Ammo” (em inglês).

Espingardas automáticas
Aplicação militar, incluindo a USAS-12 (em inglês) e a Franchi SPAS-15 (em inglês). Estas são armas de disparo rápido e de alto-impacto permitindo ao usuário disparar até quatro tiros por segundo com um único acionamento do gatilho. A USAS-12 usa um tambor e a SPAS-15 um carregador.

Ainda mais potente é a arma Pancor Jackhammer, atualmente há só um protótipo. É uma espingarda automática com tambor de carregamento feita de plástico. A Jackhammer é uma arma muito leve e possui um recuo extraordinariamente baixo. A maior parte da energia do recuo é captada e usada no carregamento e disparo da próxima descarga. Esta arma possui uma interessante característica que é a possibilidade de se retirar o tambor, conectar um detonador e usá-la como uma mina antipessoal que atira todos os cartuchos de uma vez só quando disparada.
Veja abaixo o poder de tiro de uma calibre 12 automática.
Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=zB693yNs4WM

Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/espingarda
Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

TIPOS DE PÓLVORA E SUA HISTÓRIA

Posted in ARMAS E MUNIÇÕES on 15/06/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

ARMAS E MUNIÇÕES

Pólvora é uma substância que queima com rapidez, usada como propelente em armas de fogo.
Tipos de pólvora
Existem dois tipos de pólvora: pólvora negra e pólvora “sem fumo” (o termo não é estrito, pois deveria ser “com pouco fumo”). Quase todas as armas de fogo modernas usam pólvora “sem fumo”. Enquanto a pólvora negra é classificada como explosivo, a moderna pólvora “sem fumo” meramente queima rapidamente como descrito a seguir.
A pólvora queima produzindo uma onda de deflagração subsônica ao contrário dos altos explosivos que geram uma onda de detonação supersônica. Isto reduz o pico de pressão na arma, mas também a torna menos capacitada de destruir rochas ou fortificações.
Pólvora “sem fumo”
Pólvora “sem fumo” consiste, quase que somente, de pura nitrocelulose (pólvoras de base simples), frequentemente combinada com até 50% de nitroglicerina (pólvoras de base dupla), e algumas vezes com nitroguanidina (pólvoras de base tripla) embebida em pequenas pelotas esféricas ou lâminas e cilindros extrudados usando éter como solvente. Pólvora “sem fumo” queima somente na superfície dos grãos. Grãos maiores queimam mais vagarosamente, e a taxa de queima é controlada, além disso por uma camada superficial de detenção de chama. A intenção é regular a taxa de queima de modo a que uma pressão relativamente constante seja exercida para propelir o projétil ao longo de todo o seu percurso dentro do cano da arma para se obter a maior velocidade possível. Pólvora para canhões possui os maiores grãos, cilíndricos com até o tamanho de um polegar e com sete perfurações (uma central e as outras seis formando um círculo na metade do caminho entre o centro e a face externa). As perfurações estabilizam a taxa de queima porque, enquanto o exterior se queima em sentido do interior ocorre o inverso dos furos para fora. Pólvoras de queima rápida para armas de fogo são feitas por formas extrudadas com maior área superficial como lâminas ou então por achatamento dos grãos esféricos. A secagem é realizada à vácuo. Os solventes são então recondensados e reciclados. Os grãos são também revestidos com grafite para prevenir faíscas provenientes de eletricidade estática causarem ignições indesejadas, além de reduzir ou acabar com a tendência dos grãos em se aglutinarem, o que torna o manuseio e carregamento mais fácil.
Pólvora negra
A pólvora negra é composta de ingredientes granulares:
Enxofre (S),
Carvão vegetal (provê o Carbono) e
nitrato de potássio (Salitre – KNO3, que provê o Oxigênio)
A proporção ótima para a pólvora é:
salitre 74,64%, enxofre 11,64% e carvão vegetal 13,51%.
A proporção básica de seus elementos constituintes é:
2 partes de Enxofre : 3 partes de Carvão mineral : 15 partes de Salitre
Um mito urbano comumente associado a pólvora negra é de que o carvão mineral (ou então grafite) sejam preferidos com relação ao vegetal, por conterem mais carbono. Isso é a mais falsa lenda. A queima de polvoras usando esses materiais vai ser, medíocre, se muito (considerando que acenda). A razão para essa lenda, talvez venha do fato da estequiometria da pólvora ser um bocado confusa.. O carbono da reação escrita lembra ‘carbono puro’ que é grafite ou carvão, mas não é isso na realidade: o que causa a rápida reação são os chamados “materiais voláteis” presentes no carvão que além disso deve ser pouco denso; por isso é de origem vegetal e preparado com o maior cuidado de madeiras escolhidas a dedo (a mais famosa é o carvão do salgueiro, mas outros tipos de madeira pouco densas são usados também). A carbonização da madeira também é uma arte em si ; o processo de carbonização, se falho, levará a polvoras bem inferiores. Esse processo é feito simplesmente usando a madeira na forma de pequenos pedaços dentro de um recipiente metálico com um pequeno furo. O recipiente é aquecido POR FORA. Isso faz a água evaporar da madeira e escapar na forma de vapor pelo pequeno orifício ; depois que a água vai embora, os materiais celulósicos e ligninicos da madeira começam a se modificar, e a serem parcialmente carbonizados; após certo tempo, se extingue o fogo e deixa o carvão formado esfriar lentamente e sem abrir o recipiente (caso contrario o oxigênio atmosferico reagiria com o carvão quente formado, fazendo-o ignitar).
Ainda sobre a reação da polvora negra, podemos dizer que existem várias reações que supostamente ocorrem na mistura e ao mesmo tempo. a mais simples, talvez, é :
2KNO3 + S + 3C —> K2S + N2 + 3CO2
Mas na literatura existem várias outras, como por exemplo :
4KNO3 + S2 + 6C —> 2K2S + 2N2 + 6CO2
16KNO3 + 6S + 13C —> 5K2SO4 + 2K2CO3 + K2S + 8N2 + 11CO2
2KNO3 + S + 3C —> K2S + 3 CO2 + N2 2KNO3 + S + 3C —> K2CO3 + CO2 + CO + N2 + S 2KNO3 + S + 3C —> K2CO3 + 1.5 CO2 + 0.5 C + S + N2
l0KNO3 + 3S + 8C —> 2K2CO3 + 3K2SO4 + 6CO2 + 5N2
Etc.
A graduação de tamanhos dos grãos de pólvora negra vão do áspero Fg, usado em rifles de grande calibre e pequenos canhões, passando pelo FFg (médios e pequenos calibres de rifles), FFFg (pistolas) e FFFFg (pistolas curtas e garruchas de pederneira).
Apesar de a pólvora negra não ser realmente um alto explosivo, geralmente o é classificado pelas autoridades em virtude de sua fácil obtenção.
História
A pólvora foi descoberta na China, durante a dinastia Han. A descoberta foi feita por acidente por alquimistas que procuravam pelo elixir da longa vida, e as primeiras referências à pólvora aparecem como avisos em textos de alquimia para não se misturarem certos materiais uns com os outros
Por volta do século X a pólvora começou a ser usada com propósitos militares na China na forma de foguetes e bombas explosivas lançadas de catapultas. A primeira referência a um canhão surge em 1126 quando foram utilizados tubos feitos de bambu para se lançarem mísseis contra o inimigo. Eventualmente os tubos de bambu foram substituídos por tubos de metal, e o mais antigo canhão na China data de 1290. Da China, o uso militar da pólvora parece ter se espalhado para o Japão e a Europa.
Foi usada pelos mongóis contra os Húngaros em 1241 e foi mencionada por Roger Bacon em 1248, no entanto há quem atribua também ao monge franciscano alemão Berthold Schwarz a sua redescoberta.
Por volta de meados do século XIV, os primeiros canhões são mencionados extensivamente tanto na Europa quanto na China. O salitre necessário na obtenção da pólvora negra era conseguido a partir do “cozimento” de fezes de animais.
A pólvora foi usada pela primeira vez para lançar projéteis de uma arma portátil de tamanho semelhante ao dos rifles atuais na Arábia, por volta de 1304
Na China assim como na Europa, o uso da pólvora em canhões e armas de fogo foi atrasado pela dificuldade em se obter tubos de metal suficientemente resistentes que pudessem conter a explosão. Este problema pode ter criado o falso mito de que os chineses usaram a descoberta somente para a manufatura de fogos de artifício. De fato, a pólvora utilizada para propelir projéteis de canhão e foguetes foi utilizada extensivamente na conquista da Mongólia no Século XIII e um aspecto da Guerra do Leste Asiático depois disso. As muralhas da cidade de Beijing (Pequim), por exemplo, foram especificamente projetadas para suportar um ataque de artilharia e a Dinastia Ming mudou a capital de Nanjing para Beijing especialmente por causa das colinas em volta de Nanjing, que eram bons locais para os invasores disporem sua artilharia.
Do século XV até o Século XVII se viu um desenvolvimento generalizado na tecnologia da pólvora tanto na Europa quanto no extremo Oriente. Avanços na metalurgia conduziram ao desenvolvimento de armas leves e os mosquetes. A tecnologia de artilharia na Europa gradualmente ultrapassou a da China e essas melhorias tecnológicas foram tranferidas de volta à China pelas missões jesuítas que foram postas a prova pela manufatura de canhões pelo último imperador Ming e o primeiro Qing.
Em 1886, Paul Vieille inventou na França a pólvora “sem fumo” chamada de Poudre B. Feita de nitrocelulose gelatinosa misturada com éter e álcool, ela era passada através de rolos para formar finas folhas que eram cortadas com uma guilhotina para formar grãos de tamanhos desejados. A pólvora de Vielle foi usada pelo rifle Lebel e foi adotada pelo Exército Francês no final dos anos 1880.
O exército francês foi o primeiro a usar a Poudre B mas não foi muito depois que outros países europeus seguiram seu exemplo. A pólvora de Vieille revolucionou a eficiência das armas curtas e dos rifles. Primeiramente porque não havia, praticamente, a formação de fumo quando a arma era disparada e depois porque era muito mais poderosa do que a pólvora negra dando uma precisão de quase 1.000 metros aos rifles.
Em 1887 Alfred Nobel também desenvolveu a pólvora “sem fumo”. Ela se tornou conhecida como cordita ou cordite, uma pólvora mais fácil de carregar e mais poderosa do que a Poudre B.
A pólvora “sem fumo” possibilitou o desenvolvimento das modernas armas semi-automáticas e das armas automáticas. A queima da pólvora negra deixa uma fina camada de resíduo que apresenta propriedades higroscópicas e corrosivas. O resíduo da pólvora “sem fumo” não exibe nenhuma dessas propriedades. Isto torna possível uma arma de carregamento automático com diversas partes móveis, que sofreriam de emperramento se utilizassem pólvora negra.
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Fonte: www. wikipedia.org
Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

MUNIÇÃO E SUA NOMENCLATURA

Posted in ARMAS E MUNIÇÕES on 14/06/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

ARMAS E MUNIÇÕES

Munição
Munição é o conjunto de cartuchos necessários ou disponíveis para uma arma ou uma ação qualquer em que serão usadas armas de fogo.
Cartucho é o conjunto do projétil e os componentes necessários para lançá-lo, no disparo.
O cartucho para arma de defesa contém um tubo oco, geralmente de metal, com um propelente no seu interior; em sua parte aberta fica preso o projétil e na sua base encontra-se o elemento de iniciação.
Este tubo, chamado estojo, além de unir mecanicamente as outras partes do cartucho, tem formato externo apropriado para que a arma possa realizar suas diversas operações, como carregamento e disparo.
O projétil é uma massa, em geral de liga de chumbo, que é arremessada à frente quando da detonação da espoleta e consequente queima do propelente. É a única parte do cartucho que passa pelo cano da arma e atinge o alvo.
Para arremessar o projétil é necessária uma grande quantidade de energia, que é obtida pelo propelente, durante sua queima. O propelente utilizado nos cartuchos é a pólvora, que, ao queimar, produz um grande volume de gases, gerando um aumento de pressão no interior do estojo, suficiente para expelir o projétil.
Como a pólvora é relativamente estável, isto é, sua queima só ocorre quando sujeita a certa quantidade de calor; o cartucho dispõe de um elemento iniciador, que é sensível ao atrito e gera energia suficiente para dar início à queima do propelente. O elemento iniciador geralmente está contido dentro da espoleta.
Um cartucho completo é composto de:
Projétil
Estojo
Propelente
Espoleta
Projétil
Projétil é qualquer sólido que pode ser ou foi arremessado, lançado. No universo das armas de defesa, o projétil é a parte do cartucho que será lançada através do cano.
O projétil pode ser dividido em três partes:
Ponta: parte superior do projétil, fica quase sempre exposta, fora do estojo;
Base: parte inferior do projétil, fica presa no estojo e está sujeita à ação dos gases resultantes da queima da pólvora.
Corpo: cilíndrico, geralmente contém canaletas destinadas a receber graxa ou para aumentar a fixação do projétil ao estojo.
Projéteis de chumbo
Como o nome indica, são projéteis construídos exclusivamente com ligas desse metal. Podem ser encontrados diversos tipos de projéteis, destinados aos mais diversos usos, os quais podemos classificar de acordo com o tipo de ponta e tipo de base.
Tipos de pontas:
Ogival: uso geral, muito comum;
Canto-vivo: uso exclusivo para tiro ao alvo; tem carga reduzida e perfura o papel de forma mais nítida;
Semi canto-vivo: uso geral;
Ogival ponta plana: uso geral; muito usado no tiro prático (IPSC) por provocar menor número de “engasgos” com a pistola;
Cone truncado: mesmo uso acima.
Semi-ogival: também muito usado em tiro prático;
Ponta oca: capaz de aumentar de diâmetro ao atingir um alvo humano (expansivo), produzindo assim maior destruição de tecidos.
Projéteis encamisados
São projéteis construídos por um núcleo recoberto por uma capa externa chamada camisa ou jaqueta. A camisa é normalmente fabricada com ligas metálicas como: cobre e níquel; cobre, níquel e zinco; cobre e zinco; cobre, zinco e estanho ou aço. O núcleo é constituído geralmente de chumbo praticamente puro, conferindo o peso necessário e um bom desempenho balístico. Os projéteis encamisados podem ter sua capa externa aberta na base e fechada na ponta (projéteis sólidos) ou fechada na base e aberta na ponta (projéteis expansivos). Os projéteis sólidos têm destinação militar, para defesa pessoal ou para competições esportivas. Destaca-se sua maior capacidade de penetração e alcance.
Os projéteis expansivos destinam-se à defesa pessoal, pois ao atingir um alvo humano é capaz de amassar-se e aumentar seu diâmetro, obtendo maior capacidade lesiva. Esse tipo de projétil teve seu uso proibido para fins militares pela Convenção de Genebra. Os projéteis expansivos podem ser classificados em totalmente encamisados (a camisa recobre todo o corpo do projétil) e semi-encamisados (a camisa recobre parcialmente o corpo, deixando sua parte posterior exposta. Os tipos de pontas e tipos de bases são os mesmos que os anteriormente citados para os projéteis de chumbo.
Projéteis expansivos
São projéteis que tem a expansão maior, como um projétel de um fuzil ou rifle.
Os projéteis expansíveis também são conhecidos com projeteis “dum-dum”, Existe o mito popular de que o nome “DumDum” siginifica que:O 1º “Dum” é do disparo e o 2º “Dum” da expansão do projetil, mas a origem do nome “DumDum” está associado a este tipo de projétil devido os primeiros estudos e desenvolvimento deste tipo de projétil ocorrerem na cidade de DumDum na Índia, pela Inglaterra.
Para maiores detalhes:dumdum (arma)
Cápsula, estojo ou invólucro
O estojo é o componente de união mecânica do cartucho, apesar de não ser essencial ao disparo, já que algumas armas de fogo mais antigas dispensavam seu uso, trata-se de um componente indispensável às armas modernas. O estojo possibilita que todos os componentes necessários ao disparo fiquem unidos em uma peça, facilitando o manejo da arma e acelera o intervalo em cada disparo.
Atualmente, a maioria dos estojos são construídos em metais não-ferrosos, principalmente o latão (liga de cobre e zinco), mas também são encontrados estojos construídos com diversos tipos de materiais como plásticos (munição de treinamento e de espingardas), papelão (espingardas) e outros.
A forma do estojo é muito importante, pois as armas modernas são construídas de forma a aproveitar as suas características físicas.
Para fins didáticos, o estojo será classificado nos seguintes tipos:
Quanto à forma do corpo:
Cilíndrico: o estojo mantém seu diâmetro por toda sua extensão;
Cônico: o estojo tem diâmetro menor na boca, é pouco comum; e
Garrafa: o estojo tem um estrangulamento (gargalo).
Cabe ressaltar que, na prática, não existe estojo totalmente cilíndrico, sempre haverá uma pequena conicidade para facilitar o processo de extração. Os estojos tipo garrafa foram criados com o fim de conter grande quantidade de pólvora, sem ser excessivamente longo ou ter um diâmetro grande. Esta forma é comumente encontrada em cartuchos de fuzis, que geram grande quantidade de energia e, muitas vezes, têm projéteis de pequeno calibre.
Quanto aos tipos de base:
Com aro: com ressalto na base (aro ou gola);
Com semi-aro: com ressalto de pequenas proporções e uma ranhura(virola);
Sem aro: tem apenas a virola; e
Rebatido: A base tem diâmetro menor que o corpo do estojo.
A base do estojo é importante para o processo de carregamento e extração, sua forma determina o ponto de apoio do cartucho na câmara ou tambor (headspace), além de possibilitar a ação do extrator sobre o estojo.
Quanto ao tipo de iniciação:
Fogo Circular(anelar): A mistura detonante é colocada no interior do estojo, dentro do aro, e detona quando este é amassado pelo percursor;
Fogo Central: A mistura detonante está disposta em uma espoleta, fixada no centro da base do estojo.
Cabe lembrar que alguns tipos de estojos nos diversos itens da classificação dos estojos não foram citados por serem pouco comuns.
Propelente
Propelente ou carga de projeção é a fonte de energia química capaz de arremessar o projétil a frente, imprimindo-lhe grande velocidade. A energia é produzida pelos gases resultantes da queima do propelente, que possuem volume muito maior que o sólido original. O rápido aumento de volume de matéria no interior do estojo gera grande pressão para impulsionar o projétil.
A queima do propelente no interior do estojo, apesar de mais lenta que a velocidade dos explosivos, gera pressão suficiente para causar danos na arma, isso não ocorre porque o projétil se destaca e avança pelo cano, consumindo grande parte da energia produzida.
Atualmente, o propelente usado nos cartuchos de armas de defesa é a pólvora química ou pólvora sem fumaça. Desenvolvida no final do século passado, substituiu com grande eficiência a pólvora negra, que hoje é usada apenas em velhas armas de caça e réplicas para tiro esportivo. A pólvora química produz pouca fumaça e muito menos resíduos que a pólvora negra, além de ser capaz de gerar muito mais pressão, com pequenas quantidades.
Dois tipos de pólvoras sem fumaça são utilizadas actualmente em armas de defesa:
Pólvora de base simples: fabricada a base de nitrocelulose, gera menos calor durante a queima, aumentando a durabilidade da arma; e
Pólvora de base dupla: fabricada com nitrocelulose e nitroglicerina, tem maior conteúdo energético.
O uso de ambos tipos de pólvora é muito difundido e a munição de um mesmo calibre pode ser fabricada com um ou outro tipo.
Espoleta ou cápsula
A espoleta é um recipiente que contém a mistura detonante e uma bigorna, utilizado em cartuchos de fogo central.
A mistura detonante, é um composto que queima com facilidade, bastando o atrito gerado pelo amassamento da espoleta contra a bigorna, provocada pelo percursor. A queima dessa mistura gera calor, que passa para o propelente, através de pequenos furos no estojo, chamados eventos.
Os tipos mais comuns de espoletas são:
Boxer: muito usada atualmente, tem a bigorna presa à espoleta e se utiliza de apenas um evento central, facilitando o desespoletamento do estojo, na recarga;
Berdan: utilizada principalmente em armas de uso militar, a bigorna é um pequeno ressalto no centro da base do estojo estando a sua volta dois ou mais eventos; e
Bateria: utilizada em cartuchos de caça, tem a bateria incorporada na espoleta de forma a ser impossível cair, facilitando o processo de recarga do estojo.
Outros tipos de espoletas foram fabricados no passado, mas hoje são raros de serem encontrados.

A ARMA E A SUA ORIGEM ?

Posted in ARMAS E MUNIÇÕES on 14/06/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

ARMAS E MUNIÇÕES
Nesta matéria iremos conhecer um pouco de armas e sua evolução histórica, nós profissionais de segurança privada e pública temos que saber e conhecer o tipos de armas e sua utilizações.

Arma é algo utilizado para caçar, pescar, para a segurança e para a defesa de pessoas, animais (suas garras) ou grupos; podendo causar dano físico, inclusive a quem as use; quando não for utilizada com respeito e responsabilidade. Na prática, qualquer objeto pode ser utilizado como arma humana. Desde uma simples pedra, até o mais complexo míssil. No entanto, são geralmente considerados armas humanas os utensílios criados com o objetivo específico de causar cortes ou transformações a algum objeto, animal ou pessoa, inclusive a quem a use. Por exemplo:
Armas brancas (punhais, navalhas, espadas, sabres etc.)
Armas de fogo (pistolas, revólveres, espingardas, metralhadoras, canhões etc.)
Armas químicas (gás de mostarda, gás Sarin etc.)
Armas biológicas (vírus, antraz etc.)
Armas não-letais (arma de eletrochoque (taser), munições de borracha etc.)
Armas de efeito moral (barulhos, luzes, e outros em intensidade altíssima, testando os limites humanos)
O conceito de arma pode ainda alargar-se à mecânica(um carro, avião comercial em 11 de setembro de 2001, por exemplo); à eletrônica(um computador, por exemplo), onde a capacidade para interferir com os sistemas eletrônicos de um país ou sua organização podem tornar-se potencialmente mais nocivo do que a mera utilização de armas convencionais e nucleares.
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DAS ARMAS:
Durante milhões de anos da evolução humana o homem viveu com suas armas naturais, ou seja, somente com suas defesas naturais, suas garras e dentes(como os demais animais, seus irmãos). Durante o neolítico surgiram as primeiras armas humanas de pedra lascada, pequenos grupos para se defendessem dos predadores, de outros grupos e para a caça criaram ferramentas capazes de causar ferimentos e matar a sí e aos demais irmãos, já havia também uma preocupação em torno da defesa de seus pertences.
Com a evolução desses grupos o temor aumentava, pois quanto mais um grupo se desenvolvia, acumulava conhecimentos e posses, maior era a possibilidade de sofrer ataques de grupos rivais que tinham por objetivo tomarem para si tudo aquilo que possuíam, como os alimentos, as fêmeas para procriarem, a melhor caverna, a melhor localização em relação à caça e água, surgindo, dessa forma a necessidades do aperfeiçoamento dos meios de defesa pessoal, bem como do grupo social.
A necessidade de proteção e a tendência a agressões próprias do homem orientaram seus esforços para o desenvolvimento e fabricação de armas. A origem e a sequência dos primeiros meios mecânicos usados nas armas podem apenas ser imaginados, e com certeza surgiram na Pré-História, provavelmente o uso de um galho como prolongamento de suas mãos(garras), braços(lutar) e dentes(rasgar) e para melhorar a eficácia e a potência de uma pedra arremessada com a mão foi o primeiro aperfeiçoamento introduzido no armamento humano, quem sabe logo após eles perceberam que se a pedra fosse lapidada em formas pontudas, cortantes e perfurantes, ela mataria, aleijaria ou paralisaria, mais rapidamente.Assim as armas foram se evoluindo para se tornarem facas, espadas, punhais etc. Paralelamente, eles perceberam que se conseguissem lançar um projétil com precisão, eles poderiam atacar a presa ou inimigo sem se aproximar. Surgiu assim o conceito dos arcos flecha, das bestas, dos bumerangues, etc.
Os dardos e as lanças leves de arremesso apareceram nos primórdios da civilização. A funda, cuja criação é atribuída aos fenícios ou aos habitantes das ilhas Baleares, foi usada como arma de guerra durante séculos.
A evolução humana caminhava vagarosamente, as necessidades eram maiores e o conhecimento restrito, surgindo, na pré-história, o período caracterizado pela generalização do uso de instrumentos metálicos pelo homem, tanto para o ataque como para a defesa. Seu início remonta a mais de 3000 a.C. Surge a idade do cobre, fase do desenvolvimento cultura humano imediatamente posterior ao neolítico, entre o quarto e o segundo milênios antes da era cristã. Foi o primeiro período em que se utilizaram os metais de forma sistemática.
Com a descoberta do metal, principalmente do bronze, fase imediatamente posterior à idade do cobre, onde passou a ser a matéria principal para a fabricação de armas e utensílios, onde foi possível produzir espadas, lanças, facas, pontas de flechas, etc. mais eficientes para a caça e defesa. Com o desenvolvimento desses grupos surge a função específica de defesa do grupo, concedida aos mais bravos e corajosos, surgindo, dessa forma, os exércitos que mantém sua função até os dias de hoje.
A invenção da pólvora pelos chineses revolucionou as armas. Surgiram então os canhões, mosquetes, pistolas, que conseguiam lançar projéteis a velocidades e distâncias antes inimagináveis.
Com a invenção da pólvora foi possível construir aparelhos que arremessavam objetos a distâncias maiores que os aparelhos de energia mecânica, como as catapultas. Surgindo, assim, os canhões, que revolucionaram as batalhas e proporcionaram uma defesa e um ataque muito mais eficiente, tanto aos castelos, como às embarcações, muito bem ilustrados em filmes de época.
Com o desenvolvimento crescente e o passar dos anos os canhões reduziram em tamanho até chegar a uma dimensão que fosse possível ser transportado e manipulado por um só homem, surgindo os mosquetes , as primeiras armas de fogo, que puderam ser consideradas de uso pessoal. Desde então as armas de fogo passaram a equipar desde um pequeno fazendeiro, que necessitasse defender sua família e seus bens, aos grandes exércitos para defenderem nações.
Hoje temos armas complexas e de uma potência extraordinária que não imaginamos e, muitas, sequer tomamos conhecimento. Uma evolução a passos largos, principalmente durante e após a Segunda Guerra Mundial.
Atualmente, com o desenvolvimento de mísseis, da energia nuclear, das engenharias química e biológica, as armas adquiriram um poder de destruição surpreendente
As armas também já causaram mortes de civis, crianças e mulheres que não tem nada a ver com o duelo.
Nas próximas publicações irei trazer um assunto referente a munição.
Fonte: http://www.wikipédia.org/
Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com

O QUE É CALIBRE ?

Posted in ARMAS E MUNIÇÕES on 14/06/2010 by SEGURANÇA PRIVADA DO BRASIL

ARMAS E MUNIÇÕES
Profissionais de segurança privada e pública muitas das vezes se deparam com marginais que utilizam armas de diversos calibres, nesta matéria iremos descobrir o calibre de diversas armas, quero ainda trazer em matérias seguintes história e video de diversas armas vejamos abaixo o calibre de sua arma pessoal ou de trabalho. O calibre de uma munição é a medida padrão do seu projétil. Hoje em dia, essa medida corresponde à bitola ou diâmetro do projétil, o qual, coincinde, normalmente com o diâmetro interno da alma da arma de fogo que o utiliza.
Na maioria dos casos atuais o diâmetro é expresso em milímetros. Por exemplo, uma pistola “sete sessenta e cinco” significa que seu projétil possui um calibre 7,65 mm e uma pistola “seis trinta e cinco” possui um projétil de 6,35 mm. Até ao final da Segunda Guerra Mundial, o centímetro era usado como unidade de medida das munições de calibre superior a 70 mm.
Outra unidade utilizada para exprimir o calibre é a polegada (em munições de arma pesada) e os centésimos de polegadas (em munições de arma ligeira). Então quando dizemos “calibre 38″, estamos informando que o projétil desta munição possui 0,38 (na verdade .358 , o pescoço do estojo é que tem .379) polegadas de diâmetro ou seja, aproximadamente 9,6 mm.
O calibre do cano raiado é dado pelo diâmetro entre os baixos relevos das estrias, isto é o maior diâmetro interno desse cano. Isto é devido ao fato de que o projétil deve adentrar no cano, sendo provido o giro do mesmo, através dos altos relevos, ocorrendo com isto, as impressões mecânicas, utilizadas, por exemplo, para fins de perícia forense.
Estes conceitos são válidos para a maioria das munições/armas de fogo, porém para as espingardas (armas de cano longo e alma lisa), o conceito de calibre é diferente. Para estas armas, o calibre corresponde ao número de esferas de chumbo, conseguidas, com uma libra de peso, sendo de diâmetro igual ao do diâmetro interno cano. Por exemplo: com 453,8 gramas (1 libra) de chumbo, faz-se esferas com o diâmetro do cano, obtendo com isto, 12 esferas, no caso. Neste, então, o calibre é o 12 gauge, ou seja calibre 12.

Calibres de armas de cano de alma lisa
O calibre das espingardas (de cano de alma lisa) expressa-se, de forma indireta, pelo número de balas esféricas de chumbo que se obtinham de uma libra inglesa (453,8 g). Assim, para o famoso calibre 12, significaria que 12 esferas de chumbo do calibre da arma em questão (com um diâmetro de 18,5 mm) pesariam 453,8 gramas.
No entanto, para as munições de espingarda de calibre reduzido, deixa-se de utilizar este sistema de nomenclatura, passando a adoptar-se o sistema métrico decimal (ex.: 12 mm) ou as frações de polegadas (ex.: .410).

Calibres de armas longas de cano estriado
Quando as armas longas de cano de alma estriada (ou raiada) apareceram, o calibre das suas munições foi medido pelo sistema das armas de cano de alma lisa. Posteriormente, quando os calibres destas armas foram sendo reduzidos passou-se a utilizar o sistema de medida da área geográfica de proveniência. Passaram então a haver três sistemas principais de nomenclatura: o central europeu (medido no sistema métrico decimal), o inglês (medido em décimas e milésimas de polegadas) e o norte-americano (misto).
Sistema de nomenclatura central europeu
Este sistema de nomenclatura começou primeiro, por ser utilizado pela indústria de armamento da Alemanha, passando posteriormente a ser também utilizado pelos restantes países que adotaram o sistema métrico decimal de medidas.
Este sistema consiste em definir a munição por dois números, separados pelo sinal ” x “. O primeiro número indica o calibre da bala e o segundo o comprimento do invólucro, representando, ambos, valores em milímetros. Por exemplo, a munição 7,62 x 51 mm, significa que o seu projétil tem um calibre de 7,62 mm e o seu invólucro um comprimento de 51 mm.
Na denominação de certas munições com características especiais, podem ser acrescentadas as seguintes letras para indicar essas características:
R: significa que o invólucro tem um rebordo para ser usada em armas de cano móvel. A sua ausência significa que a munição tem um invólucro com ranhura, geralmente para uso em armas de repetição por ação de ferrolho (ex.: 6,5 x 27 R);
P: significa que a bala termina em ponta;
PP: significa que a bala termina em ponta e dispôe de um peso superior ao normal.
Este sistema de nomenclatura pode ter várias variações, tais como a substituição das vírgulas de separação decimal por pontos, a ausência da designação da unidade medida utilizada (” mm “), a ausência de espaços (entre os números, o ” x ” e os ” mm “), a inclusão no final do nome do fabricante, inventor, sistema, país ou arma que primeiro utilizou o calibre, etc.. Um bom exemplo é o caso da antiga munição portuguesa de 6,5 x 58 mm, inicialmente utilizada na arma Mauser-Vergueiro, inventada pelo capitão José Vergueiro que é identificada, entre outras, das seguintes formas alternativas:
6,5 x 58 mm
6,5 x 58 mm Mauser-Vergueiro
6,5 mm Mauser-Vergueiro
6,5 mm Vergueiro
6,5 mm Português
6.5x58mm
6.5 x 58 Mauser-Vergueiro
etc.
Sistema de nomenclatura inglês
O sistema inglês (também mantido por outros países anglo-saxónicos) baseia-se no sistema de medidas imperial, com base na polegada. Nos calibres de armas ligeiras, são normalmente utilizadas as centésimas e as milésimas de polegada. Neste sistema as frações de polegada são representadas por um ponto seguido do respetivo valor (ex.: .50, significando cinquenta centésimas de polegada e .303, significando trezentas e três milésimas de polegada).
As munições britânicas são identificadas pelo seu calibre seguido da denominação do seu fabricante ou inventor (ex.: .505 Gibbs).
Nas munições com características especiais, estas podem ser indicadas no final da denominação, como no seguintes casos:
BP (Black Powder): munição com pólvora negra;
NE (Nitro Express): munição com pólvora nitrocelulosa, sem fumo;
Magnum: munição com projétil que ultrapassa os 762 m/s de velocidade;
Flanged: munições com rebordo;
Belted: munições com invólucro reforçado na parte posterior.
Sistema de nomenclatura norte-americano
É um sistema semelhante ao inglês, mas com características especiais.
Inicialmente, as munições dos EUA eram identificadas por três números, separados por traços (ex.: 45-70-405). O primeiro número indicava o calibre em décimas de polegada, o segundo o peso em grains da carga de pólvora negra e o terceiro o peso, também em grains, do projétil. A indicação do valor do peso do projétil era opcional, raramente sendo incluída.
Quando as munições passaram a conter pólvora sem fumo, o seu peso deixou de ser tão importante, sendo suprimida a sua indicação na maioria das denominações. No entanto, algumas munições, como a .30-06 Winchester mantiveram-na.
Algumas munições também incluem dois números nas suas denominações, mas por outras razões. Assim, na identificação da munição .30-06 Springfield, o segundo número refere-se ao ano da sua adoção (1906) como forma de diferenciá-la da munição .30-03 Springfield, de calibre igual mas adotada em 1903. Outro exemplo é a munição .30-338, significando que resulta da adaptação de um invólucro da munição de calibre .338 a uma bala de calibre .30.
Calibres de pistolas e revolveres
O sistema de nomenclatura dos calibres de munições para pistola é semelhante ao dos das armas longas.
No caso da nomenclatura central europeia, nas pistolas é mais comum a indicação do calibre seguida do nome do inventor, fabricante ou arma (ex.: 9 mm Parabellum) do que na designação dos calibres das armas longas.
Em relação aos revolveres é curiosa predominância do uso do sistema de nomenclatura de calibres norte-americano, mesmo em países que, para as outras armas, utilizam o sistema central europeu.
Calibres de armas pesadas
Inicialmente, as armas pesadas eram classificadas pelo valor do peso padrão das suas munições, expresso em libras. As armas eram designadas pelo peso de uma esfera de chumbo do mesmo diâmetro da boca do seu cano. Era utilizado o peso do chumbo como padrão, pois era o material mais usado nos projéteis. Assim, uma determinada peça de artilharia poderia ser referida como de 6 libras, de 25 libras, etc.
Com a introdução dos projéteis estriados cilíndricos, as armas pesadas continuaram a ser classificadas pelo peso dos seus projeteis. Neste caso, passou a ser utilizado o peso real do projétil efetivamente disparado pela arma. Por isso pelo formato dos projéteis, deixou de haver uma relação direta entre o calibre da arma e o peso da munição. Este sistema de classificação de armas manteve-se no Reino Unido até depois da Segunda Guerra Mundial.
A partir de finais do século XIX, os países que adotaram o sistema métrico decimal, começaram a classificar as suas armas, pelo calibre expresso em centímetros ou milímetros. Para esta classificação era utilizada a medida do diâmetro máximo da munição disparada pela arma. Depois do final da Segunda Guerra Mundial, o uso do centímetro como unidade de medida de calibre caiu em desuso, passando a utilizar-se só o milímetro. Assim, armas classificadas até aí, por exemplo, como de 10,5 cm e 8 cm, passaram a ser classificadas como de 105 mm e 80 mm respectivamente.
Os EUA adotaram um sistema semelhante, mas utilizando a polegada como unidade de medida do diâmetro. Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA passaram também a utilizar os milímetros para mediar os calibres das suas armas, com exceção das mais antigas.
Nas armas pesadas, o calibre é, muitas vezes, também usado como unidade de medida do comprimento dos seus canos. O comprimento do cano, da culatra à boca, é dividido pelo diâmetro da sua alma, o que resulta no seu valor em calibres. Assim, as peças principais dos couraçados da classe Iowa são classificadas como de 16″/50, ou seja o seu cano tem um diâmetro interno de 16 polegadas e um comprimento de 800 polegadas (16 x 50 = 800). O comprimento dos canos também é, frequentemente, indicado pelo uso do prefixo “L/”, como, por exemplo na arma principal dos carros de combate Panzer V, que é designada como de 75 mm L/70, significando que tem 75 mm de diâmetro interno e 5 250 mm (70 x 75 = 5 250) de comprimento.
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Calibre
Publicado: http://segurancaprivadadobrasil.blogspot.com
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