EMPRESAS DE SEGURANÇA INOVAM PARA LUCRAR COM GRANDES EVENTOS NO BRASIL

SEGURANÇA PRIVADA 
Os
eventos mundiais que o Brasil vai sediar abrem espaço para a indústria da
segurança privada lucrar com tecnologias cada vez mais arrojadas. Por US$ 100
milhões, o governo pode adquirir todo o equipamento de segurança exigido para
eventos como a Copa das Confederações, mas costuma alugá-lo por até um terço
deste valor, de acordo com o CEO da Smiths Detection, Danilo Dias, responsável
pelo aparato da Rio+20 (2012), dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro
(2007) e da Copa do Mundo da FIFA na Alemanha (2006).As tecnologias variam do
clássico scanner de metais a detectores de armas químicas e biológicas. O
espectômetro, um instrumento óptico, é um dos exemplos: detecta mais de 30 mil
substâncias, como drogas e narcóticos, incluindo ameaças biológicas. Um equipamento
portátil, da marca Radseeker, é capaz de identificar sinais radioativos no
entorno dos eventos. A Smiths Detection utilizou mais de 200 unidades deste
tipo de aparelho na Olimpíada de Atenas, em 2004.
Outro
aparato é um instrumento de raio X capaz de controlar um grande fluxo de
objetos.Ele escaneia até 1,8 mil unidades por hora, e é muito usado na revista
de malas nos aeroportos.
Investimentos

Somente
em segurança pública, o investimento federal estimado de três grandes eventos
brasileiros – Copa das Confederações 2013, Mundial da FIFA (Federação
Internacional de Futebol) de 2014 e Jornada Mundial da Juventude – será de R$
1,17 bilhão, informou a Secretaria Extraordinária de Segurança em Grandes
Eventos. Somente no Mundial de 2014, por exemplo, o investimento total em
segurança é estimado em R$ 1,879 bilhão. Fica a cargo dos governos estadual e
federal o controle de acesso aos locais dos eventos, como estádios, aeroportos
e terminais de passageiros, onde prevalecem os detectores de metal.
Na
Copa das Confederações, a FIFA divide com o governo a responsabilidade pela
segurança nas seis cidades-sede (Brasília, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte,
Salvador e Rio de Janeiro), entre 15 e 30 de junho. Os magnetômetros de mão,
conhecidos como “raquetes” devido ao formato portátil, foram adquiridos pela
FIFA para detectar metais, armas ou detonadores em pessoas e objetos. Aparelhos
de raios-x, scanners de veículos e câmeras de vigilância de alta definição, que
identificam pessoas em meio a multidões, também integram o aparato fornecido
pela segurança privada.
A
entidade contratou seis empresas brasileiras de vigilância para preservar áreas
próximas ao evento – como estádios, hotéis que hospedam as delegações e centros
de treinamento –, mas não divulga o investimento que desembolsou, nem as
empresas envolvidas.
Cerca
de 15 mil agentes privados de segurança, contratados pela FIFA, farão a
vigilância das instalações do evento junto a três mil homens das polícias e
exército. No Mundial de 2014, a estimativa é que o efetivo dobre de tamanho.

Mercado brasileiro

Segundo
a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança
(ABESE), o mercado de segurança privada no País movimentou mais de US$1,96
bilhão em 2012, um crescimento de 9% ante o ano anterior. Este aumento deve
chegar a 11% em 2013, acredita a presidente da entidade, Celma Migliori.
Fonte:
IG
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